Resumo
Resumo Este estudo analisa e compara os retornos ao patrimônio agrícola de propriedades típicas produtoras de grãos e fibras em cinco regiões brasileiras – Carazinho (RS), Guarapuava (PR), Rio Verde (GO), Sorriso (MT) e o oeste da Bahia – no período entre as safras 2013/14 e 2022/23. Utilizaram-se dados primários de custos de produção, obtidos por meio de painéis. Foram estimados o Custo Operacional Efetivo (COE), a Receita Total (RT), a Receita Líquida Operacional (RLO), o valor de mercado do patrimônio e o Custo Anual de Reposição do Patrimônio (CARP), permitindo decompor o retorno total em retorno operacional e ganho de capital. Os resultados mostram expansão das áreas arrendadas, em detrimento da compra de novas áreas, e a valorização heterogênea da terra entre as regiões. O oeste da Bahia apresentou o maior retorno médio anual ao patrimônio (11,01% a.a.), impulsionado por elevada produtividade e forte desempenho operacional, enquanto Carazinho (RS) registrou o menor retorno (2,33% a.a.), influenciado por adversidades climáticas. Em quatro das cinco regiões, os ganhos de capital tiveram maior contribuição para a rentabilidade do que os ganhos operacionais. A soja destacou-se como principal cultura geradora de receita. Conclui-se que a sustentabilidade econômica das propriedades depende da interação entre o desempenho produtivo e a valorização patrimonial.
Palavras-chave:
gestão rural; patrimônio agrícola; sistemas produtivos; sustentabilidade econômica
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Fonte: Dados da pesquisa. Elaboração dos autores.
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