Este artigo avalia o conceito de Guerra Fria 2.0 aplicado às relações entre os EUA e a China. Nosso argumento principal é que a analogia com a Guerra Fria é uma metáfora ruim para caracterizar e analisar os atuais impasses da economia-mundo capitalista. Dessa forma, realizamos uma reconstrução histórica dos padrões diplomáticos sino-estadunidenses e utilizamos dados de comércio externo para caracterizar as suas relações comerciais entre si e com outros países. Apesar da crescente animosidade político-diplomática que vem se intensificando na última década, o que caracteriza as relações econômicas entre China e EUA é uma forte integração comercial em um padrão desigual de comércio. Essa forte integração comercial é um cenário diferente daquele das relações entre EUA-URSS durante a Guerra Fria. As atuais relações sino-estadunidense foram construídas ao longo de cinquenta anos de aproximação diplomática desde o encontro Mao-Nixon, mas passaram por períodos difíceis com o incidente na Praça Tiananmen, diversas crises envolvendo o Estreito de Taiwan e o bombardeio da Embaixada da China em Belgrado. Após a completa incorporação da China ao mercado mundial e na Nova Ordem Global, consolidada pela sua aceitação à Organização Mundial do Comércio, em 2001, a China ascendeu ao status de superpotência, com um importante superávit comercial em manufaturados e passando a ser percebida pelos EUA como uma ameaça.
PALAVRAS-CHAVE:
Economia-mundo capitalista; Guerra Fria 2.0; EUA; China; relações sino-estadunidenses
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Fonte: Banco Mundial e WITS. Elaboração própria.
Fontes: BBC, China-briefing, US Census Bureau, New York Times, SCMP, Bown et al. (2011). Elaboração própria.
Fonte: UN Comtrade. Elaboração própria.
Fonte: UN Comtrade. Elaboração própria.
Fonte: UN Comtrade. Elaboração própria.
Fonte: UN Comtrade. Elaboração propria.
Fonte: UN Comtrade. Elaboração própria.
Fonte: UN Comtrade. Elaboração própria.
Fonte: UN Comtrade. Elaboração própria.
Fonte: UN Comtrade. Elaboração própria.
Fonte: UN Comtrade e