Este artigo analisa as negociações da dívida externa brasileira que se seguiram à ruptura do sistema financeiro internacional que precipitou a moratória mexicana. A ênfase está nos acordos Brasil-FMI. Dividimos as negociações em duas rodadas, de acordo com as necessidades financeiras externas para 1983 e 1984, respectivamente. A nossa principal conclusão indica que não haverá perspectivas de crescimento económico nos próximos anos se o actual modelo de negociação for mantido. Novas condições, como prazos mais longos e taxas de juros mais baixas, são requisitos básicos para resolver o problema do Balanço de Pagamentos brasileiro.
PALAVRAS-CHAVE:
FMI; dívida externa; balança de pagamentos; crescimento econômico