Analisamos a hipótese de que as variações do investimento manufatureiro são influenciadas pela diferença entre as taxas de câmbio reais efetivas e de equilíbrio industrial e pela diferença entre as taxas de câmbio em conta-corrente e de equilíbrio industrial (uma proxy para a doença holandesa). A taxa de câmbio de equilíbrio em conta-corrente é definida como a taxa que garante que a conta-corrente de um país esteja equilibrada intertemporalmente, e a taxa de câmbio de equilíbrio industrial corresponde à taxa que torna competitivas as empresas que produzem bens e serviços não commodities comercializáveis internacionalmente no chamado estado da arte. Primeiramente, são explicados os conceitos e metodologias para estimar a conta-corrente e a taxa de câmbio de equilíbrio industrial. Em seguida, para testar nossa hipótese, foi construído um banco de dados para 24 setores manufatureiros brasileiros de 2007 a 2017. Um modelo dinâmico de dados em painel foi adotado para estimar a relação entre esses desalinhamentos cambiais e o investimento industrial. Os resultados sugerem que a magnitude dessas diferenças influencia as decisões de investimento, contribuindo potencialmente para o crescimento e desenvolvimento econômico.
PALAVRAS-CHAVE:
Taxas de câmbio reais; investimento industrial.
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Source: Authors elaboration based on IGP-FGV, Bureau of Labor Statistics - Department of Labor (BLS), IBGE, MDIC and Ipeadata.
Source: Adaptation from
Source: CND-FGV, available at:
Source: Authors elaboration based on CND-FGV.