Partindo da literatura que estabeleceu uma relação positiva entre a subvalorização cambial e o crescimento econômico, o presente trabalho explora as causas de uma subdesvalorização (ou sobrevalorização) cambial persistente ao longo do tempo. Primeiramente realizamos uma discussão teórica das variáveis que poderiam determinar tal viés permanente na taxa de câmbio real. Em seguida apresentamos evidências empíricas não econométricas da relação entre subvalorização e um conjunto de determinantes possíveis, para grupos selecionados de economias. O texto prossegue empregando modelos econométricos para estimar a subvalorização ou sobrevalorização, baseado num painel de 119 países, de 1980 a 2022. Os resultados econométricos indicam que países com maiores taxas de poupança, dívida pública e abertura tendem a ter moedas mais subvalorizadas, o inverso ocorrendo com países que contam com melhores termos de troca e maior influxo de capitais.
PALAVRAS-CHAVE:
Taxa de câmbio real; desalinhamento cambial; subvalorização; crescimento
Thumbnail
