El riesgo de desastres es el resultado de un largo proceso de vulnerabilidad de las comunidades expuestas a fenómenos hidrológicos y/o geológicos. El contexto socioeconómico y las desigualdades raciales y de género agravan esta condición, generando impactos diferenciales en determinados grupos. Dado que este es un escenario crónico en Brasil, es necesario investigar la construcción sociohistórica y la condición de las áreas de riesgo en las ciudades con recurrencia de eventos como corrimentos de tierras e inundaciones. Por lo tanto, buscamos aquí analizar las condiciones sociales y materiales de vulnerabilidad de las mujeres que viven en áreas con riesgo de deslizamientos en Santos, São Paulo. Con base en una metodología cuali-cuantitativa, con métodos estadísticos y cartográficos, las discusiones aportan elementos para comprender cómo y por qué las mujeres, principalmente las no blancas, son más afectadas por el desastre.
Palabras clave:
gestión de riesgos; desastre; género; BATER; interseccionalidad
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#PraTodoMundoVer Mapa de localização das áreas de risco analisadas na cidade de Santos, litoral de São Paulo, indicando que as áreas de risco se encontram sobrepostas aos polígonos que representam os setores classificados pelo IBGE como aglomerados subnormais. Embora nem todos os aglomerados subnormais sejam demarcados como áreas de risco, todas as áreas de risco se encontram nas áreas demarcadas como aglomerados subnormais. A imagem de fundo onde se localizam os polígonos compreende uma imagem de satélite em que é possível ver o contraste dos morros suscetíveis aos escorregamentos em relação ao tecido urbano.
Fonte: Acervo Público Defesa Civil de Santos.#PraTodoMundoVer Fotografia panorâmica de uma área de risco estudada onde podem ser observadas casas autoconstruídas, em situação de precariedade habitacional, situadas em encostas íngremes e com vegetação remanescente.
Base de dados: IBGE; CEMADEN (2018)#PraTodoMundoVer O quadro mostra a proporção, em percentil, de responsáveis pelo domicílio segundo homens e mulheres, a proporção dos responsáveis pelo domicílio segundo a alfabetização e a proporção dos responsáveis pelo domicílio sem rendimento. Cada uma das 3 variáveis está representada em um par de duas colunas, uma para homens e uma para mulheres, totalizando 6 colunas ao todo. Os dados são apresentados por área de risco (cada uma das 11 linhas representa uma área estudada). As tabelas mostram uma proporção maior de mulheres responsáveis pelo domicílio em relação aos homens, e de mulheres responsáveis pelo domicílio não alfabetizadas, 7 das 11 áreas em ambos os casos. A relação entre responsáveis pelo domicílio sem rendimento também mostra uma proporção maior para as mulheres, 8 das 11 áreas.
Base de dados: IBGE; CEMADEN (2018)#PraTodoMundoVer O mapa mostra a espacialização, nas áreas de risco analisadas, da proporção de homens e mulheres sem rendimentos e responsáveis pelo domicílio, e a classificação de vulnerabilidade segundo o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (se muito baixa, média ou muito alta). As áreas de vulnerabilidade muito alta e média possuem maior proporção de responsáveis mulheres sem rendimentos, e as de vulnerabilidade muito baixa possuem maior proporção de homens responsáveis pelo lar e sem rendimentos. O mapa também indica as duas áreas de risco com menores índices de esgotamento sanitário, as quais possuem maior proporção de mulheres sem rendimentos responsáveis pelo domicílio