O artigo se insere nos debates sobre a memória do colonialismo português, analisando-a a partir da Interseccionalidade entre Gênero, Raça e Sexualidade. São investigadas as narrativas em torno do Corpo Colonial dos Museus dos Descobrimentos Portugueses, a fim de perceber em que (des)(re)constroem discursos das Exposições do Império Português. A metodologia segue uma inspiração na analítica foucaultiana dos discursos: a arque-genealogia. Como técnicas de pesquisa, são utilizadas: observação direta e entrevistas, no caso dos Museus; e a análise documental histórica em fontes secundárias, no caso das Exposições. As conclusões apontam que há uma tentativa de deslocamento discursivo por parte dos Museus, os quais buscam dissociar Descobrimentos e Colonização. No entanto, há elementos discursivos que se repetem, como a nudez e o exotismo, reconstruindo a Colonialidade dos Corpos de origem não europeia.
Palavras-chave:
corpo colonial; museus; Portugal; discursos
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Elaboração: Mariana Selister Gomes#PraCegoVer Na imagem, aparece um Quadro em que, no eixo x, estão identificados os espaços expográficos e, no eixo y, estão identificados os elementos discursivos em torno do corpo. No cruzamento entre os eixos aparece o seguinte: (1) Museu dos Descobrimentos do Porto, em que aparecem os elementos exótico e culturas diferentes; (2) No Museu dos Descobrimentos de Belmonte aparecem os elementos selvagem/primitivo, subjugado, disponível, exótico e nu; não aparece o elemento culturas diferentes; (3) Nas Exposições do Império de 1934 e de 1940, aparecem os elementos selvagem/primitivo, subjugado, disponível, exótico e nu; não aparece o elemento culturas diferentes