Este artigo analisa duas experiências de coabitação da população travesti durante os primeiros anos da recuperação democrática e sua relação com o surgimento da primeira organização travesti uruguaia. A partir de entrevistas com 46 travestis que vivem na cidade de Montevidéu e da análise de informações quantitativas e da imprensa da época, pretende-se determinar a importância que tiveram as “pensões travestis” no centro da capital para a construção de uma identidade com certa autonomia individual, bem como para alcançar a autogestão de uma zona de comércio sexual na cidade.
Palavras-chave:
travestis; habitação; movimentos sociais; Uruguai