Este texto tem como objetivo analisar a representação da mulher portuguesa nos livros Mulheres e Crianças: notas sobre educação, Cartas a Luiza: moral, educação e costumes e As nossas filhas: cartas às mães, de Maria Amália Vaz de Carvalho, publicados em 1880, 1886 e 1905, respectivamente. A metodologia se dá na perspectiva da Nova História Cultural, tomando como referência Chartier (1999), já que o livro instaura uma ordem, teoria defendida por esse autor. Nas obras, a autora, por meio da narrativa circular e da escrita epistolar, orienta a conduta moral e educacional das leitoras tanto na esfera pública quanto na privada, recursos utilizados para tornar o discurso mais persuasivo, uma vez que, na época, havia a influência de obras com figuras femininas transgressoras, a exemplo de Emma Bovary e Indiana.
Palavras-chave:
mulher; educação; livros