Este artigo tem como objetivo discutir o escopo e os limites da noção de apropriação de tecnologias digitais, dada a relevância que ela adquiriu no campo das ciências sociais desde a década de 1990 devido à extensão e à ubiquidade adquiridas por essas tecnologias e seu amplo uso como conceito estratégico em organizações e movimentos sociais comprometidos com a democratização da Internet. A interseccionalidade também é um conceito questionado, dado o fato de que as múltiplas opressões sobre vidas racializadas e de gênero estão se aprofundando no cenário sociotecnológico do atual estágio do capitalismo. Por fim, este artigo tem o objetivo de mostrar um breve mapeamento de ações e pensamentos que fornecem suporte material para o desenvolvimento de uma Internet feminista, antirracista e decolonial na América Latina e Caribe/ALC.
Palavras-chave:
apropriação; interseccionalidad; digitalização; hackerismo feminista