Neste ensaio, discuto a invisibilidade de pesquisadoras por conta das normas da Língua Portuguesa e das normas de referenciação das publicações acadêmicas pelo viés de gênero com relação à creditação de mulheres. É regra geral, com exceção de algumas revistas feministas, que autores e autoras sejam apresentados em artigos, dissertações e teses pelo sobrenome, o que pode reduzir a percepção das mulheres que são citadas em pesquisas científicas. As discussões com relação ao sexismo do idioma, trazidas por vezes pela imprensa a partir de discussões sociais, são considerações aqui tratadas. A pergunta que surge é se pode haver um movimento de revisão da forma de creditar as mulheres em trabalhos científicos. Para tanto, após a revisão da literatura, haverá uma proposta de que a creditação das autoras mulheres seja feita de forma completa, com nome, sobrenome e uso dos pronomes adequados.
Palavras-chave:
gênero; autoras; mulheres; normas de publicação; invisibilidade
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Fonte: Roberto Stuckert Filho#PraTodoMundoVer: Foto da presidenta Dilma Roussef sorrindo e olhando para o infinito. Ela veste uma blusa colorida que se vê parcialmente, e tem atrás de si um grande banner vermelho onde se lê em letras brancas: “Dilma Presidenta 13”
Fonte: Print da tela do computador da autora#PraTodoMundoVer: Imagem de uma captação de tela do computador deste próprio texto, aparecendo a frase: exemplos de colegas pesquisadoras que questionam e justificam o uso de nossos nomes completos, dos pronomes... O Word destaca a palavra pesquisadoras e abre uma tela onde aparece o texto: Você quis dizer: pesquisadores