O objetivo deste ensaio é discutir as interfaces entre intelectualidade acadêmica e pública em diálogo com feministas negras e decoloniais. Levando em conta a produção de uma “narrativa na primeira pessoa”, discuto minha própria trajetória como professora universitária, destacando a relevância da construção de projetos científicos baseados na autoimagem de mulheres negras como intelectuais. Em atenção à crítica de Ochy Curiel sobre a imposição de renúncia da “vida social” para alcançar uma carreira bem-sucedida, trago para primeiro plano a importância de discutir o papel da subjetividade e da produção de conhecimentos autodefinidos na vida de mulheres negras. Por fim, reflito sobre os dilemas e possibilidades colocados para a intelectualidade de mulheres negras por meio de experiências vivenciadas nos últimos quatro anos, entre elas a criação do Grupo Intelectuais Negras UFRJ, a participação em programas televisivos e o posto de colunista no Nexo Jornal.
Palavras-chave:
intelectual negra; autodefinição; narrativa na primeira pessoa; feminismos interseccionais
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Fonte: Acervo do Grupo de Estudos e Pesquisas Intelectuais Negras UFRJ.#PraTodoMundoVer A imagem mostra uma propaganda da oferta da disciplina Intelectuais Negras. O texto informa que estudantes de graduação de todos os cursos e universidades podem se inscrever e que as aulas acontecerão às terças-feiras, das 10 às 12h, no Campus da Praia Vermelha. Além da logo do Grupo, a sigla IN em traço grosso nas cores vermelho, coral, preto, amarelo, verde, há também o símbolo de um punho cerrado segurando um lápis envolto em círculo. Do lado de fora deste círculo lê-se intelectuais negras
Fonte: Acervo do Grupo de Estudos e Pesquisas Intelectuais Negras UFRJ#PraTodoMundoVer A imagem refere-se à divulgação do encontro Intelectuais Negras Diálogos, voltado à discussão do pensamento de intelectuais negras. A escritora afro-americana bell hooks e a psicóloga Azoilda Loretto da Trindade, cujos textos serão debatidos, são retratadas por meio de fotos acompanhadas de informações sobre o encontro, tais quais: data (24 de março de 2018), horário (18h30min), local (Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ)
Fonte: Acervo do Grupo de Estudos e Pesquisas Intelectuais Negras UFRJ.#PraTodoMundoVer A imagem referente a mais uma divulgação do encontro Intelectuais Negras Diálogos mostra a historiadora e ativista dos movimentos sociais negros Beatriz Nascimento. Em letras capslock há “Discussão de texto Mulher negra e o amor”, artigo escolhido para o debate. Além disso, constam informações sobre dia (19 de outubro), horário (18h), local (Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ). Por se tratar de um evento realizado próximo às eleições presidenciais, na altura do rosto de Beatriz aparece a frase “Intelectuais Negras praticando a democracia”. Constam também a logo e o email do grupo: intelectuaisnegras@gmail.com
Fonte: O Globo. Caderno Ela, 08/04/2018.#PraTodoMundoVer A imagem é composta por uma fotografia de página inteira de Giovana Xavier na sessão Front, do Caderno Ela, suplemento do jornal O Globo. Vestida de branco, braços cruzados, usando pulseira amarela, bracelete e colar de búzios, a professora está em pé, de braços cruzados, gargalhando. Na página à direita, a reprodução da entrevista intitulada “‘Dotora’ Inspiração” e assinada pelo jornalista Eduardo
Fonte: Acervo do Grupo de Estudos e Pesquisas Intelectuais Negras UFRJ.#PraTodoMundoVer A imagem contém a frase “Você pode substituir mulheres negras como objeto de estudo por mulheres negras contando a sua própria história”. Trata-se de um slogan do Grupo Intelectuais Negras UFRJ, que também aparece representado por sua logo, que está ao lado da imagem de uma mão de uma mulher negra segurando uma caneta e escrevendo no caderno