O Dossiê “Histórias de mulheres e educação: intimidades, confidências e rebeldias” apresenta uma sequência de oito artigos articulados entre si, que buscam tirar do silenciamento mulheres cujas trajetórias envolvem, sobretudo, educação e formação; defesa de ideais de liberdade; luta pela democracia e igualdade de direitos civis; e combate ao autoritarismo e ao preconceito de gênero, demarcando, ainda, o direito de escolha sobre o seu corpo e o seu percurso.
Com foco nesse escopo, a antologia dos textos está plenamente relacionada aos estudos feministas e de gênero, situados no campo da história da educação de mulheres, buscando lançar visibilidade ao protagonismo feminino e problematizar tempos e espaços de sujeição das mulheres. A partir da análise de condutas e ações praticadas por mulheres consideradas protagonistas, transgressoras ou dissonantes, cada artigo que compõe esse conjunto de pesquisas tem como objetivo evidenciar intimidades, confidências e rebeldias femininas que contribuíram para a desconstrução de padrões de comportamentos que as aprisionaram e as silenciaram através da história, minimizando suas conquistas, apagando suas memórias e destituindo-as de seus legados historiográficos.
O portfólio dos artigos procurou, ainda, abarcar resultados de estudos e pesquisas realizados em distintas regiões do Brasil, considerando as diferenças culturais que estão presentes no percurso das lutas feministas em um país continental e diverso. A partir da história das mulheres, narrada por meio dos artigos científicos apresentados, nossa intenção foi salientar os processos educacionais e formativos a que elas estiveram submetidas, relacionando o que eles dizem sobre cada uma. Para tanto, os textos evocam sensibilidades, tensionamentos e disputas, as quais tiveram que ser enfrentadas ou eivadas de resistências, para que as mulheres ocupassem o lugar de onde registraram suas condições de vida e de cidadãs, hoje reconhecidas em seus espaços de atuação. Em outra perspectiva, os estudos também demonstram o silenciamento e a invisibilidade das mulheres no patrimônio arquivístico das instituições de guarda e o quanto é necessário rebelar-se contra a desqualificação dos estudos de gênero feminino ainda presente de forma implícita e explícita, em discursos anacrônicos.
Com base em pesquisas acadêmicas qualificadas com pressupostos teórico-metodológicos de investigações qualitativas e documentais, os estudos apresentados operam com um repertório variado de fontes, que vão desde a imprensa periódica, egodocumentos e entrevistas, até a literatura, livros e teses, entre outras inúmeras possibilidades de análise com o objetivo de evidenciar, a partir do campo da história das mulheres, a educação e a formação recebida por elas, bem como suas reverberações, estratégias e táticas para tensionar padrões patriarcais, machistas, racistas ou sexistas.
A obscuridade das mulheres ao longo da história escrita por homens é amplamente denunciada por Michelle Perrot (2005) e sobressai à imaginação quando se lê que cabia a elas somente o silêncio que “convém a sua posição secundária e subordinada. Ele cai bem em seus rostos, levemente sorridentes, não deformados pela impertinência do riso barulhento e viril. Bocas fechadas, lábios cerrados, pálpebras baixas...” (Perrot, 2005, p. 9). A partir desse estereótipo construído por séculos, aquelas que ousavam romper o silêncio, falar alto, tomar de assalto uma eloquência masculina, gritar no espaço público eram consideradas suscetíveis à má reputação, à histeria, à necessidade de encarceramento, pelo perigo iminente dos danos que seus barulhos pudessem causar às conveniências da polidez. As diferenças nos comportamentos esperados e aceitos entre homens e mulheres eram claras. Quando um homem gritava e defendia com firmeza suas causas, aplicava-se a ele o adjetivo de fervor e exaltação. Às mulheres em circunstâncias semelhantes era atribuída a alcunha do desequilíbrio, da perturbação, da falta de compostura e da incapacidade de comportar-se e expressar-se com decoro e civilidade. Quanto mais caladas e discretas as mulheres fossem, mais possibilidades de encontrar um bom casamento, em um mundo no qual o silêncio era ao mesmo tempo disciplina nas famílias e nos corpos femininos: “regra política, social e familiar” (Perrot, 2005, p. 10).
Virginia Woolf (2024, p. 73), em seu livro Anon [era uma mulher...], discorre sobre “o resquício da noção de castidade que ditava o anonimato das mulheres mesmo já no final do século dezenove”. A autora afirma que, para aquela sociedade, a publicidade era “nas mulheres, detestável”. No entanto, o anonimato continuava a correr em suas veias. “O desejo de se manterem veladas ainda as domina” (Woolf, 2024, p. 74). Woolf estava se referindo à sua época, os anos de 1940, quando escreveu o livro Anon [era uma mulher...] (2024), em que, embora adiantado o século XX, as mulheres ainda não possuíam nem mesmo um espaço somente seu, sempre dividindo sua privacidade com crianças, outras mulheres e homens.
Ambos os contextos citados pela autora (Woolf, 2024), englobando os últimos dois séculos, estão presentes nas narrativas expostas nessa compilação de artigos, que mostram como os conceitos de liberdade, protagonismo, igualdade, autonomia, privacidade e direitos femininos são perspectivas bastante recentes na história das mulheres e surgiram a partir de inúmeras lutas e movimentos.
Todavia, foi necessária uma intensa batalha cotidiana para se chegar a esse estágio e suas idealizadoras e militantes pagaram um alto preço por sua dedicação à causa das mulheres. Como afirma Mary Nash (2004, p. 46), “a mulher que não se conformava com o seu destino natural ou divino de vida retirada no lar, no abnegado serviço aos seus, provocava a desgraça com a sua transgressão às normas de comportamento de gênero”. O castigo para a falta de subordinação era ser submetida a diferentes mecanismos de controle social, por meio de violências simbólicas e explícitas, que marcavam para sempre a si própria e à sua família.
Entre as mulheres que sofreram distintas violências, tanto ao longo de suas vidas quanto no seu apagamento posterior, estão muitas que se dedicavam à profissão de ensinar, também por serem aquelas que liam e escreviam, tendo maior acesso às tensões do espaço, do tempo e dos acontecimentos, os quais podiam interpretar e analisar a partir de sua própria leitura. O Dossiê “Histórias de mulheres e educação: intimidades, confidências e rebeldias” trata, em especial, de algumas dessas mulheres, que deixaram uma crônica de suas vidas, marcadas pelas circunstâncias e rupturas dos processos educacionais de cada época, ainda que o silêncio sobre elas tenha dominado os anos posteriores ao seu desaparecimento.
Contudo, os triunfos alcançados pelas mulheres sobrepujaram os silêncios, mesmo que seus efeitos nem sempre tenham sido plenos. Ainda assim, as conquistas foram seguidas de novos desafios e surgiram outros obstáculos para provocá-las à luta pelo reconhecimento. Se, ao longo de muitas décadas, as mulheres foram alcançando benefícios sociais, econômicos e políticos, muitos outros ainda necessitam ser conquistados, abrangendo também a vida de outras mulheres, cuja escolha de gênero se fez posteriormente. O nosso Dossiê “Histórias de mulheres e educação: intimidades, confidências e rebeldias” começa com esse debate.
O primeiro estudo, denominado “Educação e docência da travesti Letícia Carolina Pereira do Nascimento”, de autoria de Lia Machado Fiuza Fialho e Maria Aparecida Alves da Costa, trata acerca da vida da primeira travesti professora universitária do estado do Piauí, Brasil. Nele, o objetivo foi biografar Letícia Carolina Pereira do Nascimento com ênfase em sua trajetória formativa e atuação docente na educação superior. Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Piauí, onde concluiu o mestrado e o doutorado em Educação, ela efetivou-se professora, superou os preconceitos e as violências consoantes à sua identidade de gênero e tornou-se referência nos estudos “transfeministas” no Brasil, ocupando espaços pouco comuns às mulheres travestis.
Já o estudo de Fabiana Sena e Pâmella Tamires Avelino de Sousa, intitulado “Educação e mulher nas obras de Maria Amália Vaz de Carvalho (1880 a 1905)”, objetiva analisar a representação da mulher portuguesa nos livros Mulheres e Crianças: notas sobre educação, Cartas à Luiza: moral, educação e costumes e As nossas filhas, cartas às mães, de Maria Amália Vaz de Carvalho, publicados em 1880, 1886 e 1905, respectivamente. O estudo possibilita inferir que a autora das obras, por meio da narrativa circular e da escrita epistolar, orientou uma conduta moral e educacional das leitoras, tanto na esfera pública quanto na privada, com um discurso mais persuasivo, a partir de figuras femininas transgressoras, a exemplo de Emma Bovary e Indiana.
“Educação da mulher pela imprensa”, escrito por Rosa Lydia Teixeira Corrêa, Cristiane Pereira Peres e Alessandra Cristina Furtado, problematiza a educação feminina, por meio da educação do corpo, publicizada em conteúdos destinados às mulheres em propagandas, anúncios e matérias que circularam no jornal Diário da Tarde e nos jornais de origem protestante Expositor Cristão e O Estandarte na primeira metade do século XX. Os resultados, por meio da compreensão de representações (Roger Chartier, 1990), indicam comportamentos prescritos e modos de agir que apontaram não somente para práticas culturais e educativas de objetificação sexual da mulher, mas também para a formação feminina na primeira metade do século XX.
O quarto artigo, “Educação e resistência nos escritos das mulheres-autoras na revista A Violeta”, produzido por Dálete Cristiane Silva Heitor de Albuquerque e Elizabeth Figueiredo de Sá, lança luz sobre a imprensa periódica nos anos iniciais do século XX por ela ter se configurado como um importante espaço de efervescência intelectual e de luta por direitos das mulheres, como a educação e o voto. Ao analisar um projeto de educação existente nos escritos das mulheres-autoras, publicados na revista A Violeta, entre os anos de 1916 e 1950, as autoras concluem que, mesmo submetidas a uma estrutura hegemônica patriarcal, foi possível às mulheres constituir um espaço de movimentação política dual, pois estabeleceram um discurso em que ora utilizava um feminismo possível, ora resistia a ele.
Laura Maria Silva Araújo Alves e Guthemberg Felipe Martins Nery, no texto “Transgressões e resistências de uma professora primária (1930)”, analisam os comportamentos transgressores e de resistências praticados por uma jovem professora primária, protagonista do romance Eram seis assinalados, escrito pela literata paraense Lindanor Celina (1994), que decide romper com os padrões convencionais da mulher na docência, vigente nos anos de 1930. Desse modo, usando a literatura como fonte documental, inferem criticamente os moldes em que a professora primária rompe com padrões tradicionais da imagem da mulher recatada e apresentam os comportamentos transgressores e de resistência aos padrões normativos impostos às mulheres na fictícia cidade do interior paraense na década de 1930.
“Blandina Alves Torres: precursora da educação inclusiva no Estado do Pará”, de autoria de Maria do Perpétuo Socorro Gomes de Souza Avelino de França, Adriene Suellen Ferreira Pimenta e Cibele Braga Ferreira Nascimento, também trata da educação feminina no norte do Brasil. Dessa vez, investigando a atuação da referida educadora com crianças e adolescentes excepcionais, nos anos de 1950 a 1970. Entrevista, matérias de jornal, livros e teses são mobilizados para constatar que a educadora se contrapôs à concepção vigente na sociedade paraense de que essas crianças e adolescentes não podiam aprender, bem como conviver socialmente, pois os considerava sensíveis, criativos e habilidosos para desenvolver as mais diversificadas atividades. Com essa concepção, tornou-se a primeira professora do estado do Pará a participar do Curso de Excepcional na Sociedade Pestalozzi do Brasil, no Rio de Janeiro (1953), destacando-se como vanguardista no desenvolvimento da educação inclusiva.
O sétimo artigo, “Quando as mulheres decidem pegar em armas”, de Raylane Andreza Dias Navarro Barreto e Marta Maria de Araújo, questiona o que levou as mulheres a pegarem em armas no regime civil militar brasileiro. A partir da análise das trajetórias de vida de quatro mulheres presas políticas, acusadas de subversão e de serem membros do Partido Comunista Revolucionário Brasileiro (PCBR), em Pernambuco, no período de 1968 a 1978, evidenciaram-se práticas femininas que compõem um perfil de mulheres ativas e revolucionárias, distinto do estereótipo de passividade, que tanto as estigmatiza na escrita da História feminina.
O último escrito, de Maria Celi Chaves Vasconcelos e Jandira Helena Fernandes Flaeschen, intitulado “A ‘falácia’ da invisibilidade feminina: vestígios de um discurso anacrônico”, tematiza a pretensa justificativa de se considerar “falaciosa” a afirmação de que as mulheres foram invisibilizadas no que se refere a escolhas de patrimônio preservado em instituições de guarda. As autoras demonstram a diminuta existência de fundos, coleções e arquivos pertencentes a mulheres em comparação aos mesmos guardados de patrimônio relativos aos homens nas cidades do Rio de Janeiro e de Petrópolis. A pesquisa busca desconstruir o discurso anacrônico de que muito se tem pesquisado sobre mulheres e reafirma a histórica invisibilidade feminina, considerando sem base analítica afirmações de que, no patrimônio museológico e arquivístico do estado do Rio de Janeiro, já há significativa presença feminina, corroborando a necessidade de estudos que possam desinvisibilizar as mulheres.
Não há dúvida de que mais pesquisas sobre e por mulheres são necessárias. Essa é uma demanda constatada em todas as áreas, das ciências humanas às exatas, o que justifica os inúmeros programas de incentivo às mulheres nas ciências, sobretudo, às mães, que, durante um bom tempo, precisam dividir suas atividades profissionais com as tarefas domésticas próprias à maternidade. Mary Wollstonecraft, considerada uma das escritoras inglesas pioneira na dedicação à causa das mulheres, em seu livro Reivindicação dos direitos das mulheres, publicado originalmente em 1792, faz uma afirmação que ainda é possível de ser compreendida em seu sentido original, em que pesem as intensas mutações conceituais explicitadas por Reinhart Koselleck (2020). De acordo com a autora, os homens
persuadiram as mulheres, trabalhando os seus sentimentos, a ficar em casa e efetuar as tarefas de uma mãe e dona de casa de uma família. Eu devo cuidadosamente me opor a opiniões que levam as mulheres a endireitar sua conduta, fazendo prevalecer nelas a execução de tais importantes tarefas como o principal assunto da vida [...] (Wollstonecraft, 2015, p. 98-99).
Joan Scott (2024, p. 25) afirma que esse raciocínio procede de uma vasta literatura sobre as maneiras como homens e mulheres, a masculinidade e a feminilidade, “eram representados na medicina, na ciência, na arte (erudita e popular), na arquitetura (doméstica e pública), na literatura (infantil e adulta), na filosofia, no direito, na teoria política, na política pública, na teoria econômica e em textos históricos”. A história foi especialmente registrada a partir de uma construção cultural de gênero, na qual não era concebido ao feminino qualquer representação fora dos papéis limitados à vida privada. Assim, mesmo aquelas que lograram ter uma vida pública, tiveram suas memórias avaliadas em um limbo ético-moral, ou seja, sendo cobradas muito mais do que os homens, como é o caso de Wollstonecraft, cuja biografia publicada pelo seu companheiro, posteriormente à sua morte, afetou a sua reputação pública durante muito tempo. Não obstante, percebe-se que a opção ao silêncio muitas vezes foi a desqualificação do caráter das atitudes e do trabalho das mulheres, tendo como paradigma o que Scott (2024, p. 96) chama de “fantasia maternal” destinada às mulheres.
Embora com distanciamento temporal das autoras citadas, Maria Rita Kehl (2016, p. 38) chama atenção para o fato de que os discursos que constituíram a feminilidade tradicional ainda fazem parte do imaginário social moderno, transmitidos, em especial, pela educação formal, além das “expectativas parentais”, do senso comum, da religião e das instituições em geral. Para nós, mulheres/professoras, é importante o alerta de que todos os dias em nossas salas de aula, de alguma maneira, são reproduzidos aspectos do conceito de feminilidade construído pelos homens, como destaca Kehl (2016).
O Dossiê “Histórias de mulheres e educação: intimidades, confidências e rebeldias” é a nossa ínfima contribuição à possibilidade de leituras diferentes, ao oferecimento de outras histórias, ao aparecimento de novas protagonistas. E isso não significa que elas não estejam lá, arquivadas, colecionadas, fotografadas, registradas e pintadas, entretanto, há um silêncio que as envolve, um silêncio sobre suas vidas e suas ações. Tomando parte da pergunta de Linda Nochlin (2022, p. 167), “por que não houve grandes mulheres artistas?”, podemos perguntar o mesmo sobre as intelectuais/professoras que atravessaram do século XIX ao XX e, embora em maior número na profissão, foram completamente apagadas dos cânones de publicação. Nosso trabalho é mostrar como algumas delas enfrentaram e vivenciaram a superação, as resistências, as transgressões, as subversões, as militâncias e as invisibilidades.
Referências
- CARVALHO, Maria Amália Vaz de. As nossas filhas, cartas às mães Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1905.
- CARVALHO, Maria Amália Vaz de. Cartas a Luiza (Moral, Educação e Costumes) 1 ed. Porto: Barros & Filha Editores, 1886.
- CARVALHO, Maria Amália Vaz de. Mulheres e creanças: notas sobre educação 1 ed. Lisboa: Typographia de Castro & Irmão, 1880.
- CELINA, Lindanor. Eram seis assinalados Belém: CEJUP, 1994.
- CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações Tradução de Maria Galmarini. Lisboa: Difel, 1990.
- KEHL, Maria Rita. Deslocamentos do feminino: a mulher freudiana na passagem para a modernidade 2 ed. rev. e ampl. São Paulo: Boitempo, 2016.
- KOSELLECK, Reinhart. Histórias de conceitos: estudos sobre a semântica e a pragmática da linguagem política e social Tradução de Markus Hediger. Rio de Janeiro: Contraponto, 2020.
- NASH, Mary. As mulheres no mundo: história, desafios e movimentos Tradução de Liliana Roma Pereira. Gaia: Ausência, 2004.
- NOCHLIN, Linda. Mujeres, arte y poder y otros ensayos Tradução de Mela Dávila-Freire. Barcelona: Paidós, 2022.
- PERROT, Michelle. As mulheres ou os silêncios da história Tradução de Viviane Ribeiro. Bauru: Editora da USC, 2005. (Coleção História)
- SCOTT, Joan Wallach. A fantasia da história feminista Tradução de Tomaz Tadeu. Belo Horizonte: Autêntica, 2024. (Série História e Historiografia)
- WOLLSTONECRAFT, Mary. Reivindicação dos direitos da mulher. O primeiro grito feminista Tradução de Andreia Reis do Carmo. São Paulo: Edipro, 2015.
- WOOLF, Virginia. Anon: [era uma mulher...] Tradução, apresentação e notas de Tomaz Tadeu; introdução de Brenda R. Silver. 1 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2024. (Coleção Mimo)
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Como citar esse artigo de acordo com as normas da revista:
VASCONCELOS, Maria Celi Chaves; FIALHO, Lia Machado Fiuza. “Entre mulheres e suas lutas contemporâneas: superação, resistências e invisibilidades”. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 34, n. 2, e110971, 2026.
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Financiamento:
O presente trabalho foi realizado com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - Brasil (CNPq) Código de Financiamento 401117/2025-1.
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Editora Responsável:
Maria Helena Lenzi / http://orcid.org/0000-0003-0729-2328
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