Neste artigo, objetivamos problematizar e realizar uma reflexão teórica acerca do conceito de “espírito militar”, em articulação aos estudos de gênero e diversidade sexual, considerando o âmbito das Forças Armadas. Para isso, buscaremos pontuar contradições envolvendo as normativas preestabelecidas em contextos militarizados/virilizados, sendo essas contradições possíveis formas de subvertê-las. Partimos do pressuposto de que os contextos militarizados historicamente são considerados como conservadores e permeados por lógicas cisheterosexistas, que atravessam os processos de subjetivação. Com isso, pode-se considerar a produção de territórios em disputa, pois, por um lado, há a existência de uma cultura militarizada e conservadora; por outro, há movimentos de resistência em prol da garantia de direitos no que diz respeito à diversidade sexual e de gênero.
Palavras-chave:
instituições armadas; homossexualidade; masculinidade