Objetivo: Este estudo foi realizado para investigar o poder no relacionamento sexual, a violência do parceiro íntimo e o ajuste diádico durante a gravidez, bem como os fatores que os influenciam.
Métodos: Os dados do estudo foram coletados por meio da aplicação da Ficha de Informação da Grávida, da Escala de Poder nas Relações Sexuais (EPRS), da Escala Revisada de Atitudes em Relação à Violência do Parceiro Íntimo (ER-ARVPI) e da Escala Revisada de Ajustamento Diádico (ERAD).
Resultados: As pontuações médias obtidas pelas grávidas no EPRS geral, no ER-ARVPI - ERAD foram, respetivamente, de 3,06 ± 0,48, 49,03 ± 12,03 e 54,49 ± 8,17. Verificou-se uma correlação positiva entre o poder no relacionamento sexual e o ajustamento diádico, ao passo que a violência do parceiro íntimo apresentou uma associação negativa com o ajustamento diádico. Os fatores que influenciaram as pontuações do incluíram o nível de escolaridade, a situação de emprego, o consumo de álcool pelo marido e a exposição à violência física. Os fatores que impactaram o ajuste diádico foram o nível de escolaridade do EPRS marido, a ocupação, o trimestre gestacional, o número de gestações, o poder no relacionamento sexual e as atitudes em relação à violência do parceiro íntimo.
Conclusão: as características dos maridos, como a educação e a profissão, afetaram o ajuste diádico, ao passo que as atitudes das mulheres grávidas em relação à dominância na vida sexual e à violência nos relacionamentos íntimos foram os preditores do ajuste diádico. Com base nessas descobertas, é possível que intervenções que visem aumentar o poder das mulheres na vida sexual e reduzir a violência do parceiro íntimo durante a gravidez apoiem o ajuste diádico.
DESCRITORES
Coito; Violência por Parceiro Íntimo; Gravidez