Durante o período de cinco anos 2014-2018, as economias da América do Sul experimentaram uma baixa taxa de crescimento na perspectiva histórica e comparadas com outras regiões em desenvolvimento. Este artigo discute as fontes estruturais da dinâmica macroeconômica recente desses países, associada à sua especialização na exploração de recursos naturais, tomando como inspiração o “Manifesto” de 1949 por Raúl Prebisch. Afirma ainda que a maior dependência do endividamento externo do período 2014-2018, decorrente do aprofundamento dos déficits em conta corrente, poderia condicionar ainda mais o crescimento dos próximos anos, desde que esses fluxos financeiros não contribuam para uma mudança no a estrutura produtiva, voltando o foco das atenções da fragilidade das exportações para a sustentabilidade da dívida externa.
PALAVRAS-CHAVE:
restrição externa; comércio; endividamento externo; mudança estrutural; América do Sul
Note: Venezuela has been excluded due to the unavailability of data as of 2016. The export value index is the average value of exports of goods and services in value for the nine South American countries considered with base 100 in 2010.Source: Authors’ elaboration based on data from CEPALSTAT, IMF, World Bank and own calculations.
Source: based on estimates included in ECLAC (2018).
Note: Estimates were made based on exports and world GDP at constant prices, expressed in logarithmic level, and taking data with annual frequency. Fixed effects were included by country. The share of medium and high technology exports in manufacturing exports corresponds to the simple average for the period 1993-2015.Source: Authors’ elaboration and own estimates based on data from ECLAC, the World Bank and the IMF.
Note: 2018 data were calculated from an ECLAC estimate of the gross foreign debt stock and an IMF estimate of GDP in current dollars.Source: Authors’ elaboration based on data from the ECLAC and IMF.

