Os países vêm ampliando seu grau de integração nos fluxos de comércio internacional e grande parte dessa integração é devida aos acordos comerciais que se popularizaram desde a década de 1980. Muitos blocos regionais se formaram nesse período com destaque para a criação do Mercosul em 1991 por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, o maior da América do Sul. Embora o Mercosul tenha favorecido o comércio dos seus membros, ele tem sido alvo de várias críticas, em especial as relacionadas a efetividade do bloco e de seus acordos formados. O objetivo deste estudo é mensurar o efeito do Mercosul e os acordos do bloco com Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Índia, Israel, México, Peru, SACU e Venezuela, buscando investigar se esses acordos estão viabilizando e fomentando o comércio. A análise se baseou em um painel composto por 86 países que comercializam com os países americanos, abrangendo o período entre 1980 e 2020. Para se alcançar os objetivos propostos, utilizou-se uma versão estrutural do modelo gravitacional com efeitos fixos. Os resultados encontrados indicam a eficiência de apenas 22,22% dos acordos comerciais analisados no aumento do comércio na região. Foi possível também verificar que Paraguai e Uruguai são os países do bloco mais beneficiados com os acordos comerciais firmados.
PALAVRAS-CHAVE:
Acordos comerciais; Comércio internacional; Mercosul; Modelo gravitacional
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Nota: As porcentagens são referentes às médias de comércio durante a década indicada.
Nota: As porcentagens são referentes às médias de comércio durante a década indicada. Os países ou blocos incluídos na lista de parceiros comerciais de acordos dos países do Mercosul são: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Índia, Israel, México, Peru, SACU e Venezuela. Fonte: Elaboração própria a partir de dados da OMC (