Objetivos: verificar o envolvimento paterno na gestação de acordo com fatores maternos e clínicos.
Métodos: estudo transversal realizado em duas unidades de atenção primária à saúde em Fortaleza, Brasil, durante consultas de pré-natal com 130 mulheres entre maio de 2022 e março de 2023. As participantes responderam ao Paternal Involvement in Pregnancy Inventory e a um formulário sobre características sociodemográficas, obstétricas e do pré-natal. As análises estatísticas incluíram o teste de Shapiro-Wilk, o teste U de Mann-Whitney e a correlação de Spearman.
Resultados: metade dos pais nunca acompanhou as mulheres às consultas médicas, embora a maioria estivesse sempre envolvida em outros aspectos. O envolvimento paterno esteve associado ao trabalho remunerado (p = 0,049), à renda familiar (p = 0,022), a morar com a parceira (p < 0,001), à presença de filhos no domicílio (p = 0,035) e ao número de gestações (p = 0,035).
Conclusões: observou-se maior envolvimento paterno entre mulheres empregadas, que viviam com o parceiro, tinham menos filhos em casa e até duas gestações, enquanto uma menor renda foi associada a menor envolvimento.
Descritores:
Pai; Enfermagem; Comportamento Paterno; Gestantes; Cuidado Pré-Natal.