| Cavallo e Majnoni Período: 1988 a 1999 Publicação: 2001 |
Estimação de uma equação em que a provisão é uma função de: (i) variáveis específicas dos bancos, (ii) variáveis macroeconômicas e (iii) variáveis institucionais, com a utilização de três técnicas distintas (OLS cross section, pooled cross section e panel fixed effect estimation). |
Fortes evidências de que a relação entre a provisão e o lucro dos bancos de países do G-10 apresenta sinal positivo. O mesmo sinal é negativo para os bancos de países fora do G-10, que, em média, apresentam provisões muito pequenas em períodos bons, sendo forçados a aumentá-las nos períodos ruins. |
| Bikker e Hu Período: 1979 a 1999 Publicação: 2002 |
Para identificar a relação da provisão com o ciclo econômico, três variáveis macroeconômicas (crescimento real do PIB, desemprego e inflação) e três variáveis específicas do setor bancário (empréstimos, resultado líquido de intermediação financeira e defaults) foram usadas como variáveis explicativas da provisão na regressão linear. |
O aumento da provisão depende muito do ciclo econômico. Em tempos ruins, as provisões aumentam. Os bancos contribuem significativamente mais para as provisões em anos de lucros relativamente maiores (como precaução ou como forma de suavização de resultados), levando o setor a ser menos pró-cíclico do que deveria. |
| Laeven e Majnoni Período: 1988 a 1999 Publicação: 2003 |
Na regressão linear, as provisões são função dos lucros antes do imposto de renda e das provisões para perdas; do crescimento real de empréstimos; do crescimento real per capita do PIB; e de dummies de ano. |
Muitos bancos atrasam ao máximo o reconhecimento de provisões, registrando-as quando a retração econômica acabou de se instalar, aumentando o impacto dos ciclos econômicos nos resultados e no capital. |
| Bikker e Metzemakers Período: 1991 a 2001 Publicação: 2004 |
Partindo dos modelos de Cavallo e Majnoni (2002) e de Laeven e Majnoni (2003), os autores trabalharam com variáveis adicionais como crescimento do PIB e dummies para os países. A utilização da provisão para gerenciamento de capital também foi testada. |
As provisões dos bancos costumam ser substancialmente maiores em períodos de menor crescimento do PIB, refletindo o risco crescente de suas carteiras de crédito quando o ciclo econômico vira, entrando em fase descendente. Esse efeito é mitigado pelo aumento da provisão nos períodos de lucros maiores e naqueles em que o crescimento do volume de empréstimos torna-se maior. |
| Handorf e Zhu Período: 1990 a 2000 Publicação: 2006 |
O modelo parte do pressuposto de que a provisão (variável dependente) é uma função linear de duas variáveis: (i) do valor inicial da provisão acumulada, líquido das baixas ou das perdas ex-post do período corrente; e das expectativas da administração em relação às futuras baixas, baseadas em informações correntes disponíveis. |
Há uma correlação positiva entre provisão e PIB. Os testes empíricos não dão suporte à pró-ciclicidade da provisão em bancos. Os resultados foram diversos conforme o porte das instituições. Bancos de médio porte tendem a utilizar informações sobre perdas projetadas na definição do valor da provisão (atitude anticíclica). Os bancos menores e os bancos bem maiores tendem a práticas de provisão que contemplem perdas correntes (atitude pró-cíclica). |
| Bouvatier e Lepetit Período: 1992 a 2004 Publicação: 2007 |
O modelo avalia se a evolução das provisões explica as mudanças de comportamento dos bancos em relação à concessão de empréstimos durante o ciclo econômico. O modelo de regressão linear estimou os componentes discricionários e não discricionários da provisão. Os autores introduziram a variável dependente defasada como variável explicativa, no sentido de contemplar um ajustamento dinâmico da provisão. O gerenciamento de capital, o gerenciamento de resultados e a sinalização de robustez de patrimônio também são variáveis importantes. |
Constituir provisões para cobrir perdas esperadas futuras em empréstimos (“provisões não discricionárias”) provoca maiores flutuações no crédito. O componente não discricionário da provisão amplifica o ciclo de crédito: numa fase ascendente da economia os bancos tendem a subestimar o risco de crédito, indicando a existência de maiores incentivos para a concessão de novos empréstimos, pois os custos de emprestar encontram-se subavaliados. As provisões com finalidades gerenciais (provisões discricionárias) não produzem o mesmo efeito. |
| Glen e Mondrágon-Vélez Período: 1996 a 2008 Publicação: 2011 |
Avaliaram-se os efeitos dos ciclos econômicos no desempenho das carteiras de empréstimos dos bancos de países em desenvolvimento, utilizando-se modelos lineares e não lineares. A provisão foi a proxy da performance da carteira. O PIB e outras variáveis macroeconômicas foram considerados como variáveis explicativas. A taxa de juros de empréstimos e um conjunto de variáveis com as características individuais dos bancos de cada país também foram considerados. |
Enquanto o crescimento econômico é o maior direcionador do desempenho da carteira de crédito dos bancos, os efeitos causados pelas taxas de juros são de segunda ordem. A relação entre as provisões e o crescimento econômico é altamente linear apenas em condições econômicas de extremo estresse. Provisões para perdas maiores estão relacionadas ao grau de alavancagem do setor privado, à má qualidade da carteira de empréstimos e à ausência de penetração e capitalização do sistema financeiro. |