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Open-access Revista CEFAC

Publicação de: ABRAMO Associação Brasileira de Motricidade Orofacial
Área: Ciências Da Saúde
Versão impressa ISSN: 1516-1846
Versão on-line ISSN: 1982-0216
Creative Common - by 4.0

Sumário

Revista CEFAC, Volume: 28, Número: 4, Publicado: 2026

Revista CEFAC, Volume: 28, Número: 4, Publicado: 2026

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CARTA AO EDITOR
A amplitude da atuação fonoaudiológica na oncologia: para além do câncer de cabeça e pescoço Guimarães, Michelle Trevizani, Gabriel Ferreira, Lucas Lacerda, Mel Mutiz de Grassi, Jonathan Moreti, Felipe
ARTIGOS ORIGINAIS
Diferenças espectrais e no diagrama do trato vocal na vogal /a/ falada e cantada por cantoras sopranos Souza, Glaucia Verena Sampaio de Simões-Zenari, Marcia Nemr, Katia

Resumo em Português:

RESUMO Objetivo: descrever e analisar possíveis diferenças acústicas apresentadas na vogal /a/ emitida na fala em tom habitual e no canto em tom grave por cantoras sopranos, por meio da frequência fundamental, dos formantes e da associação entre Fast Fourier Transform (FFT), Linear Predictive Coding (LPC) e diagrama do trato vocal (DTV). Métodos: estudo exploratório com amostras de 32 sopranos profissionais adultas, sem queixas e/ou alterações vocais autorreferidas. Foram analisadas três repetições da vogal /a/ em tom habitual de fala e na emissão cantada no tom grave (C3, 261Hz), totalizando 192 amostras. Além de serem realizadas as análises por LPC, por FFT e pelo DTV, foram extraídas as medidas da frequência fundamental (f0) e as dos cinco primeiros formantes (F1, F2, F3, F4 e F5). Resultados: na vogal cantada, a f0 média foi de 259 Hz, F1 aproximou-se do valor observado na emissão falada, os valores de F1 foram maiores que a f0, em F2, observou-se correspondência nas sobreposições de FFT e LPC e no traçado do DTV. Conclusão: o aumento do segundo formante na vogal cantada em relação à falada provavelmente foi ocasionado pelas modificações do trato vocal, como se observou no DTV. As análises apresentadas de FFT, LPC e DTV indicaram distinções entre a vogal falada no tom habitual e cantada no tom grave realizadas por cantoras sopranos.

Resumo em Inglês:

ABSTRACT Purpose: to describe and analyze possible acoustic differences in the vowel /a/ emitted in speech at habitual pitch and in singing at a low pitch by soprano singers, through fundamental frequency, formants, and the association between Fast Fourier Transform (FFT), Linear Predictive Coding (LPC), and vocal tract diagram (VTD). Methods: an exploratory study with samples of 32 adult professional sopranos, without complaints and/or self-reported vocal alterations. Three repetitions of the vowel /a/ were analyzed in habitual speech pitch and in sung emission at a low pitch (C3, 261 Hz), totaling 192 samples. In addition to analyses by LPC, FFT, and VTD, measurements of the fundamental frequency (f0) and the first five formants (F1, F2, F3, F4, and F5) were extracted. Results: in the sung vowel, the average f0 was 259 Hz, F1 was close to the value observed in spoken emission, F1 values ​​were higher than f0, in F2, correspondence was observed in the FFT and LPC overlaps and in the VTD tracing. Conclusion: the increase in F2 in the sung vowel as compared to the spoken vowel was probably caused by modifications in the vocal tract, as observed in the VTD. The FFT, LPC, and VTD analyses indicated distinctions between the spoken vowel in habitual pitch and the sung vowel in low pitch by soprano singers.
ARTIGOS ORIGINAIS
Zumbido e diabetes mellitus tipo 2: um estudo transversal de pacientes no sistema público de saúde brasileiro Mondelli, Giovanni Capoani Ferreira, Rubens Jonatha dos Santos Honório, Heitor Marques Matos, Izabella Lima de Lourençone, Luiz Fernando Manzoni Simões, Jorge Piano Mondelli, Maria Fernanda Capoani Garcia

Resumo em Português:

RESUMO Objetivo: investigar a associação entre DM2 e zumbido e avaliar a influência de outros fatores relacionados, como diagnóstico de perda auditiva, idade e sexo. Métodos: estudo transversal retrospectivo. Os pacientes foram selecionados com base nos critérios de elegibilidade: entrevista audiológica, avaliação otorrinolaringológica, diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 e/ou zumbido avaliado por meio dos instrumentos Tinnitus Handicap Inventory e Escala Visual Analógica, além de diagnóstico de perda auditiva. Pacientes com dados insuficientes em seus prontuários foram excluídos da análise. Resultados: foram considerados 3.483 prontuários. Destes, 55,46% (n=1932) eram pacientes do sexo feminino e 44,54% (n=1551) do sexo masculino. A idade mediana foi de 64 anos. 53,50% (n=1.864) dos participantes apresentavam zumbido. DM2 isolado foi relatado em 6,65% (n=231) da amostra, enquanto a associação entre zumbido e DM2 esteve presente em 15,75% (n=549) dos casos. Conclusão: mais de 50% da amostra apresentava zumbido, especialmente entre 61 e 70 anos, com predominância feminina. Os resultados demonstraram uma relação estatisticamente significativa entre zumbido e faixas etárias, sustentando a conexão não aleatória entre zumbido e idade. A perda auditiva foi comum na maioria dos casos de associação entre zumbido e DM2, com associação estatisticamente significativa entre DM2, zumbido e perda auditiva.

Resumo em Inglês:

ABSTRACT Purpose: to investigate the association between Type 2 Diabetes Mellitus (T2DM) and tinnitus and evaluate the influence of other related factors such as diagnosis of hearing loss, age and sex. Methods: a retrospective cross-sectional study In which patients were selected based on eligibility criteria: audiology interview, otorhinolaryngological evaluation, diagnosis of type 2 diabetes mellitus and/or tinnitus assessed, using the Tinnitus Handicap Inventory and Visual Analog Scale instruments, and diagnosis of hearing loss. Patients with insufficient data in their medical records were excluded from the analysis. Results: 3,483 medical records were considered. Of these, 55.46% (n=1,932) were females and 44.54% (n=1,551) were males. The median age was 64 years and 53.50% (n=1,864) of the participants had tinnitus. Isolated T2DM was reported in 6.65% (n=231) of the sample, while the association between tinnitus and T2DM was present in 15.75% (n=549) of cases. Conclusion: more than 50% of the sample had tinnitus, especially between 61 and 70 years old, with female predominance. The results demonstrated a statistically significant relationship between tinnitus and age groups, supporting the non-random connection between tinnitus and age. Hearing loss was common in most cases of association between tinnitus and T2DM, with a statistically significant association between T2DM, tinnitus and hearing loss.
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