Open-access A EFETIVIDADE DAS ORIENTAÇÕES FONOAUDIOLÓGICAS EM PACIENTES COM DISTROFIA MIOTÔNICA TIPO 1 (DMI) *

The effectiveness of the speech pathology guidelines in myotonic dystrophy type 1 (DMI)

RESUMO

Objetivo:  Avaliar a efetividade das orientações fonoaudiológicas em pacientes com distrofia miotônica tipo 1 após dois anos de alta e observar se ocorrências de pneumonia foram evitadas.

Métodos:  14 pacientes após dois anos de alta foram submetidos à avaliação fonoaudiológica e nasofibrolaringoscópica.

Resultados:  Houve evolução do quadro geral com piora dos sintomas nos membros inferiores e aparecimento de alterações nos membros superiores. A avaliação dos grupos musculares do sistema estomatognático evidenciou melhora significativa dos grupos: orbicular dos lábios, mastigatórios e língua. Houve piora da mímica facial e do véu do palato. A avaliação das funções do sistema estomatognático apontou piora apenas da voz. Houve melhora significativa da fala, respiração e deglutição. Nenhum paciente apresentou, na segunda avaliação, penetração laringeal e aspiração traqueal. Nenhum paciente apresentou pneumonia neste período.

Conclusão:  Independentemente da progressão da doença e da fraqueza da musculatura do sistema estomatognático, a atuaçáo fonoaudiológica mostrou-se fundamental para evitar ocorrências de pneumonia aspirativa.

DESCRITORES:
Distrofia miotônica/fisiopatologia; Sistema estomatognático/fisiopatologia; Orofaringe/fisiopatologia; Deglutição/fisiologia; Transtornos da deglutição; Humano; Adolescente; Adulto

ABSTRACT

Purpose:  To evaluate the effectiveness of speech therapy guidelines in myotonic distrophy type 1 patient, after two years of discharging, and observe if pneumonia can be avoided.

Methods:  14 patients after two years of discharging were submitted to speech therapy and nasofibrolaryngoscopical evaluation.

Results:  There was an evolution of general condition with Iower limbs symptoms aggravation and alterations in the higher limbs. The evaluation of the stomatognathic system muscle groups showed a significant improvement in the following muscle groups: lips orbicular, masticatory and tongue. There was an aggravation of facial mimic and velopharyngeal. The evaluation of the stomatognathic system functions showed voice aggravation only. There was a significant improvement in speech, breathing and swallowing. On the second evaluation, all of the patients did not present Iaryngeal penetration and tracheal aspiration. No patient presented pneumonia.

Conclusions:  Despite the evolution of the disease and weakness of the stomatognathic system muscle, speech therapy proved itself fundamental to avoid aspirative pneumonia.

KEYWORDS:
Myotonic dystrophy/physiopathology; Stomatognatic system/physiopathology; Orophatynx/physiopathology; Deglutition/physiology; Deglutition disorders; Human; Adolescent; Adult

INTRODUÇÃO

A distrofia miotônica de Steinert, ou distrofia miotônica tipo I (DMI), de acordo com a nova nomenclatura aprovada em 1999 pelo Comitê de Nomenclatura da Human Genome Organization, é uma miopatia progressiva, geneticamente determinada, que tem como causa um defeito no DNA localizado no braço longo do cromossomo 1 90 1 , Constitui o tipo mais comum de distrofia muscular na forma adulta(2-7). Trata-se de distúrbio generalizado da musculatura esquelética, de caráter multissistêmico, que acofilete também o sistema estomatognático, por meio de fraqueza, atrofia e miotonia da língua, mandíbula, face e pescoço(8-13)

Devido à atrofia da musculatura mastigatória é da mímica facial, os pacientes com DMI apresentam como característica marcante a face miopática: face longa, triangular, encovada, estirada e flácida(5,8,9,11-12,14) O exame fonoaudiológico nos pacientes acometidos por essa distrofia aponta alterações como disfonia, disartria e disfagia, as quais acompanham o quadro e são resultantes de atrofia, fraqueza e fadigabilidade da musculatura orofaringolaríngea (14-16)

O quadro de disfagia orofaríngea, secundário à doença é um dos sintomas que preocupam os profissionais que acompanham os pacientes com DM I. A dificuldade progressiva na captação, mastigação, formação e ejeçáo do bolo alimentar encontra-se diretamente relacionada à ineficiência mastigatória(13,17-18)

A disfagia, a fraqueza dos músculos respiratórios, os distúrbios da motilidade esofágica e o retardo do esvaziamento gástrico são os principais fatores preditivos de pneumonia aspirativa em pacientes com DMI(13,17,19-23)

A pneumonia aspirativa é uma das complicações observadas em pacientes com DM 1, acompanhadas de desnutrição e desidratação, sendo causa freqüente de óbito nos estágios mais avançados(20-23)

Na literatura especializada, há poucos relatos sobre a participaçâo do fonoaudiólogo na avaliação e na reabilitação de pacientes com DMI . Apesar de existirem relatos de disfagia orofaríngea em pacientes com DMI , esses estudos documentam apenas a fraqueza e a fadigabilidade mastigatória por meio da avaliação clínica fonoaudiológica. Não relatam se as orientaçóes são efetivas, independente do acometimento progressivo dos músculos do sistema estomatognático (14-16) O objetivo deste estudo foi avaliar a efetividade das orientações fonoaudiológicas em pacientes com DMI após dois anos da alta clínica e observar se as ocorrências de pneumonia aspirativa foram evitadas.

MÉTODOS

Participaram deste estudo 14 pacientes com DMI , sete do sexo masculino e sete do sexo feminino, com idades variando entre 18 e 57 anos e média de 37,8 anos. O diagnóstico foi feito pela Equipe de Neurologia do Setor de Investigação em Doenças Neuromusculares da Disciplina de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM).

Já tendo participado do estudo "Disfagia Orofaríngea na Distrofia Miotônica- Avaliação fonoaudiológica e análise nasofibrolaringoscópica", realizado entre 1995 e 1999 (14), esses pacientes foram reavaliados, no período de outubro de 2001 a maio de 2002. Nesse estudo CI O, os pacientes foram avaliados pela primeira vez e acompanhados com retornos mensais, bimestrais ou trimestrais, dependendo da gravidade e da necessidade de cada paciente até a alta clínica assistida. Momento este que, tanto pela análise fonoaudiológica quanto pela nasofibrolaringoscópica, os pacientes não apresentavam penetração laringeal elou aspiração traqueal e nem quadros de pneumonia. Os procedimentos utilizados durante o acompanhamento fonoaudiológico foram: estimulação sensóriomotora oral e treino de controle oral, manipulação de consistência e volume, manobras posturais de cabeça, deglutição super-supraglótica, deglutição múltipla, deglutição de esforço e manobra de Mendelsohn. A reabilitação recebeu um enfoque miofuncional. Após dois anos da alta, os pacientes retornaram ao Setor Neuromuscular e foram submetidos a segunda avaliaçâo fonoaudiológica e nasofibrolaringoscópica. Foram mantidos os mesmos critérios da primeira avaliação, cujo protocoIo já havia sido publicado (14). Utilizaram-se métodos indiretos, durante a observação das estruturas faciais e orofaringolaringeais; e métodos diretos, durante a avaliação das funções de respiração, voz, fala, mastigasâo e deglutição.

O estudo foi submetido ao Comitê de Etica em Pesquisa da UNIFESP -EPM e aprovado sob o número 0021 /02. Para verificar a associação isolada de cada característica (variável de interesse) na primeira avaliação e na segunda avaliação, foi utilizado o teste Qui-quadrado. Quando necessário foi utilizado o teste exato de Fisher. Observou-se associação quando pvalue < 0,05.

RESULTADOS

As principais manifestações clínicas da DMI observadas durante o período das duas avaliações fonoaudiológicas estão resumidas na Tabela 1. Onze pacientes apresentaram evoluçáo da doença, que se manifestou ou com a piora de um sintoma elou com o aparecimento de um ou mais sintomas.

Tabela 1
Evolução das manifestações da DM1

A avaliação fonoaudiológica dos grupos musculares evidenciou melhora de três grupos: músculo orbicular dos lábios, músculos mastigatórios e músculos da língua. Os resultados obtidos em cada grupo muscular do sistema estomatognático nas duas avaliações foram apresentados na Tabela 2.

Tabela 2
Comparação do grau de alteração da musculatura do sistema estomatognático nos pacientes com DMI, na primeira e segunda avaliação.

Os resultados das avaliações das funções do sistema estomatognático foram representados na Tabela 3 e mostram a melhora da fala, da deglutição e da respiração.

Tabela 3
Grau de alteração das funções do sistema estomatognático, na primeira e segunda avaliação.

Os eventos de retardo de esvaziamento, penetração laringeal e aspiração traqueal por meio da observação e análise da deglutição de alimentos nas consistências líquida e pastosa durante o exame nasofibrolaringoscópico estão representados na Tabela 4.

Tabela 4
Retardo de esvaziamento, penetração laringeal e aspiração traqueal observados na deglutição de substâncias líquidas e pastosas.

DISCUSSÃO

São raros os trabalhos na literatura especializada que relatam a participação do fonoaudiólogo na avaliação e na reabilitação de pacientes com DMI. Estudos documentam somente a fraqueza e a fadigabilidade mastigatória por meio da avaliação clínica, mas nenhuma publicação a respeito da evoluçâo e do acompanhamento das manifestações que envolvem o sistema estomatognático e os efeitos da atuaçáo fonoaudiológica foi encontrada.

A DMI é uma doença lentamente progressiva. A disfagia, apesar de ser uma característica comum dos pacientes com DMI (13) só é valorizada quando a doença já está avançada e o paciente encontra-se debilitado, e comprometido nutricionalmente(14).

Nosso interesse foi acompanhar a evolução de pacientes com DMI durante um período de dois anos após alta clínica fonoaudiológica e responder à seguinte questão: as orientaçóes fonoaudiológicas são efetivas, independentes do acometi mento progressivo dos músculos do sistema estomatognático?

Verificamos, em nossa amostra, que houve evolução do quadro geral da DM 1, comprovada estatisticamente, com a piora significativa dos sintomas nos membros inferiores (42,9%) e o aparecimento, também significativo, de alterações nos membros superiores (35,7%). Apenas três dos catorze pacientes mantiveram-se estáveis durante esse período. A ausência de pneumonia representou a única manifestação a apresentar melhora.

Analisando a musculatura do sistema estomatognático, podemos verificar que, na primeira avaliação, a mímica facial ao lado dos músculos mastigatórios foi o segundo grupo muscular mais afetado. Na segunda avaliação, esse grupo ficou em primeiro lugar (50% no grau grave). Os músculos da mímica facial são apontados como o grupo muscular afetado mais precocemente e com a progressão da doença, o desgaste muscular se torna evidente no músculo temporal (22 ). Ertekin etal. ao citarem os sintomas e sinais de pacientes com DMI , referem que 100% de sua amostra, tanto do grupo de pacientes com disfagia quanto do grupo sem disfagia, apresentaram fraqueza facial (1 3). Demonstrou-se, por meio de um estudo complexo de medições, que pacientes com DMI têm um crescimento facial vertical maior, arcada maxilar mais estreita e maior profundidade de palato (12). Outros autores afirmam que a doença surge inicialmente nessa região Sendo a fraqueza facial um dos sintomas mais precoces e constantes da doença, a tendência seria que essa musculatura se mantivesse sempre mais afetada em comparação com os outros grupos do sistema estomatognático.

A abordagem miofuncional realizada com os pacientes durante o período de reabilitação promoveu melhora significativa estatisticamente de três grupos musculares: mastigatório, orbicular dos lábios e língua. Como reflexo da melhor habilidade motora dessas estruturas, as funções do sistema estomatognático (mastigação, fala e deglutição) passaram a apresentar uma melhor classificação na segunda avaliação. O estudo estatístico mostrou melhora significativa da deglutição, com a passagem de 50% dos pacientes do grau grave para moderado e o aumento do grau leve/normal de 35,7% para 42,9%. A respiração também apresentou melhora significatiVa. Todos os pacientes apresentavam alteração na respiração em grau moderado na primeira avaliação. Na segunda avaliação houve a passagem de 64,3% desses pacientes para o grau leve/normal.

Com relação à voz, houve maior número de pacientes com ressonância hipernasal. A piora da fraqueza da musculatura do véu do palato explica esse achado.

Peñarrocha e seus colaboradores dizem que muitos pacientes são incapazes de se lembrarem do início da miotonia, mas que se queixam de terem tido sempre problemas de mastigação e deglutição{9). Outro estudo mostra que os pacientes que sofrem de DMI têm uma atividade eletromiográfica mais baixa dos músculos mastigatórios durante o trincamento máximo e a mastigação. Relatam também a necessidade de mais ciclos mastigatórios para triturar o alimento O exame clínico dos sujeitos de nossa pesquisa também evidenciou essas alterações. Mesmo com a progressão das disfunções musculares, houve uma melhora significativa da mobilidade da mandíbula, provavelmente devido aos exercícios miofuncionais. Observamos maior grau de abertura bucal e maior velocidade mastigatória. Na comparação das avaliações dos músculos mastigatórios houve a diminuição do número de pacientes no grau grave e moderado de 28,6% para 14,3% e de 71 ,4% para 50,0%, respectivamente, e o aumento do grau leve/normal de 0% para 35,7%.

A fala, outra função do sistema estomatognático, antes lenta, imprecisa e com os fonemas plosivos enfraquecidos, tornou-se mais clara, graças a melhora da habilidade motora de língua e lábios.

O enfoque dado à coordenação dessas estruturas, maximizou a ejeção oral e atuou como facilitador da transição faringoesofágica. As funções de mastigação e deglutição foram analisadas tanto pela avaliação clínica fonoaudiológica quanto pela análise nasofibrolaringoscópica. Dos pacientes estudados, 35,7% foram considerados normais, ao passo que, anteriormente, 100% apresentavam algum tipo de alteração. Houve um aumento significativo da normalidade no que diz respeito à deglutição.

Estudos concluíram que, freqüente envolvimento da função motora faríngea e esofágica em pacientes com DM 1, demonstrando que o envolvimento da função motora esofágica não se reduz às fibras estriadas(24). Quando a amplitude reduZida de contraçóes faríngeas foi registrada pela manometria, a disfagia estava sempre presente; porém, se a língua e os músculos faríngeos mantiveram uma capacidade contrátil suficiente para propelir o bolo pelo esfíncter esofágico superior, o processo de deglutição foi completado com a ajuda da gravidade e o paciente não apresentou os sintomas.

O objetivo da reabilitação de nossos pacientes foi desenvolver mecanismos de adaptação ou compensação para promover uma deglutição funcional e manter a independência do paciente. Isso explica como, uma porcentagem dos nossos pacientes foi considerada normal na segunda avaliação.

Sabemos que todos os estágios da deglutição podem estar afetados. A dificuldade na propulsão faríngea é a maior conseqüência da disfagia em DMI , o que explica o fato das obstruçóes com alimentos sólidos apresentarem maior ocorrência do que com líquidos. Além disso, salientamos que, com alimentos sólidos, os pacientes apresentam deglutições repetidas e engasos(14, 17)

Nós priorizamos a fonoterapia como possibilidade terapêutica e mostramos, com esse trabalho, que é possível melhorar a mecânica da deglutição, amenizando os desconfortos e diminuindo as complicações vitais decorrentes da aspiração traqueal.

Muitos autores concordam com o fato de que a pneumonia recorrente é uma das complicações pulmonares em DMI e é a causa mais comum de óbito nesses pacientes(5,13,14,20-22,25). A pneumonia é resultante de uma multiplicidade de problemas. Aspiração devido à fraqueza faríngea e retardo de esvaziamento gástrico são apontados como as mais importantes causas da pneumonia aspirativa(13,20). No primeiro estudo longitudinal de mortalidade em DMI , a pneumonia somou 42% de todas os óbitos. Os autores ainda observam que muitos dos pacientes tiveram pneumonia recorrente durante o período de 5 a 10 anos antes de sua morte (20).

A fraqueza dos músculos mastigatórios e da deglutição é geralmente sobreposta pela fraqueza dos músculos respiratórios, levando a um aumento da freqüência de aspirações e pneumonia(21).

Ao chegarem ao Setor de Investigações de Doenças Neurológicas da Disciplina de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM), em 1 995, 14,3% dos nossos pacientes apresentavam penetraçáo laringeal e 28,6% aspiração traqueal. Após o período de reabilitação, essas alterações não foram mais observadas, tanto por meio da avaliação clínica quanto pela avaliação nasofibrolaringoscópica. Todos os nossos pacientes passaram a não apresentar penetração laringeal ou aspiração traqueal. O estudo estatístico mostrou que com relação à aspiração traqueal houve melhora significativa.

No estudo "Disfagia Orofaríngea na Distrofia Miotônica Avaliação fonoaudiológica e análise nasofibrolaringoscópica"(14) os autores demonstraram que a avaliação clínica fonoaudiológica é sensível para apontar alterações das fases oral e faríngea, muito embora não detecte aspirações silentes. Relataram também, que o exame nasofibrolaringoscópico foi eficiente não só para avaliar objetivamente a fase faringeal da deglutição, mas também para dar suporte em todo processo terapêutico.

Como conseqüência da ausência de penetração laringeal e aspiração traqueal, não houve episódios de pneumonia após alta clínica fonoaudiológica. Na primeira avaliação, três pacientes apresentavam esta complicação com quadros recorrentes. Dentre todas as manifestações clínicas da DMI analisadas e descritas aqui, a pneumonia foi a única a apresentar melhora

Apesar do número reduzido de nossa amostra, podemos afirmar que, independente da progressão da doença e da presença da fraqueza da musculatura do sistema estomatognático, a atuação fonoaudiológica é efetiva. Ela é fundamental para evitar ocorrências de complicações como a pneumonia aspirativa, permitindo uma melhor qualidade de vida e aumento da sobrevida aos pacientes com distrofia miotônica tipo 1.

CONCLUSÕES

A comparação das duas avaliações realizadas aos pacientes com DMI mostrou que após o acompanhamento fonoaudiológico e alta assistida houve:

1 - Ausência de quadros de pneumonia, única manifestação clínica da DMI a apresentar melhora;

2- Melhora de três funções do sistema estomatognático: fala, respiração e deglutição, sendo que a melhora das duas últimas, foi estatisticamente significativa. Nenhum episódio de penetração laringeal ou aspiração traqueal foi observado;

3- Melhora funcional significativa em três dos cinco grupos musculares avaliados: músculos mastigatórios, músculos da língua e músculo orbicular dos lábios.

  • *
    Instituição de origem - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM)

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    01 Jun 2026
  • Data do Fascículo
    2003

Histórico

  • Recebido
    22 Mar 2003
  • Aceito
    15 Jul 2003
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