| Marcacine et al., 201827 |
Analisar a associação entre as características cirúrgicas da mamoplastia de aumento e as variáveis relacionadas ao aleitamento. |
Mulheres com mamoplastia de aumento, primíparas, entre 12 e 72 horas de pós-parto, que estavam amamentando. |
Uso mais frequente de galactagogos orais por puérperas com implantes prepectorais, e de spray de oxitocina por aquelas com implantes até 270 ml. Maior escore de dor entre as mulheres com implantes pré-peitorais. Em torno do 30º dia pós-parto, a presença de lesão mamilar e de dor foram mais frequentes naquelas com mamoplastia realizada a menos de dez anos. |
A presença e o maior escore da dor, a ocorrência de lesão e o uso dos galactagogos orais e nasal estiveram associados ao local de implantação, ao tamanho da prótese e ao tempo decorrido da cirurgia. |
| Lund et al., 201628 |
Avaliar o risco de alterações na sensibilidade mamilar e cutânea e problemas de lactação em mulheres que receberam implantes. Verificar se existem diferenças com base no local de incisão. |
Mulheres (n=4927) com 18 anos ou mais submetidas a implante cirúrgico através da incisão inframamária ou periareolar. |
Na coorte inframamária, o risco de alterações da sensibilidade do mamilo era de 0,3% na semana 4 e no mês 6, e de 0,4% no ano. O risco de alterações da sensibilidade cutânea era de 0,0% na semana 4, 0,1% no mês 6, e 0,1% em todos os pontos de tempo subsequentes. Não ocorreram alterações de mamilos ou de pele na coorte periareolar. A incidência de problemas de lactação foi semelhante à relatada nas mulheres pós-parto que não fizeram implantes mamários. |
O risco de alterações da sensibilidade mamilar ou cutânea e de problemas de lactação foi considerado baixo. |
| Ram et al., 202129 |
Examinar as possíveis associações entre implantes de mamas e mastite lactacional pós-parto |
Mulheres (n=6.099) que amamentaram com histórico de mamoplastia de aumento e mulheres (n=12.198) sem histórico cirúrgico. |
Mulheres com implantes mamários tinham uma probabilidade significativa de serem diagnosticadas com mastite pós-parto do que as mães sem implantes mamários. |
O aumento da mama está associado a um risco maior de mastite lactacional pós-parto no período de 6 meses |
| Wang et al., 201230 |
Fornecer evidências para o tratamento de complicações após cirurgia mamoplastia de aumento |
Mulheres (n=58) que receberam a injeção HP para mamoplastia de aumento e que apresentaram infecção durante a amamentação |
As mulheres que receberam injeção HP tiveram um aumento anormal do volume mamário e sintomas graves que levaram à remoção cirúrgica da galactocele ou recolha intraprostática de pus estéril, resultando em deformidade. |
Não recomendam a injeção HP para a mamoplastia de aumento, especialmente em mulheres que tendem a amamentar. A injecção HP pode causar graves consequências resultando em atrofia dos tecidos e ressecção dos seios se manuseados de forma inadequada. |
| Jewell et al., 201831 |
Comparar os resultados da lactação em mulheres inscritas no “Estudo de Acompanhamento de Implantes Mamários” que deram à luz após terem sido submetidas a um aumento primário com implantes de silicone redondos Natrelle ou implantes salinos. |
Mulheres (n = 4679) com idade maior que 22 anos e que tentaram amamentar após submetidas a cirurgia de aumento sendo o implante de silicone ou salino. |
A complicação mais comum foi a produção insuficiente de leite. As complicações (mastite, produção insuficiente de leite, produção excessiva de leite, excesso de dor, inversão do mamilo, ou outro problema com os seus seios) ocorreram a taxas semelhantes em cada grupo quando avaliadas por tipo de incisão, tamanho e localização do implante e idade. |
No grupo de mulheres que deram à luz após a mamoplastia de aumento com implantes de silicone Natrelle ou implantes salinos, a maioria foi capaz de amamentar sem complicações. As complicações da lactação eram comparáveis entre as coortes de silicone e salinas, e a incidência era comparável aos relatos na população geral de mulheres que amamentam. |
| Cruz N, Korchin L, 201032 |
Avaliar o aleitamento materno após mamoplastia de aumento com implantes salinos |
Mulheres (n=105) que realizaram a cirurgia de mamoplastia de aumento com implantes salinos e amamentaram após a cirurgia. |
Não foi encontrada diferença significativa na experiência de amamentação entre as abordagens periareolar e inframamária. A perda da sensibilidade no mamilo após a mamoplastia de aumento foi relatada por 2% dos subgrupos periareolar e inframamário. |
Não houve diferença na taxa de sucesso da amamentação (amamentar por um período de 2 semanas ou mais) independentemente de ser utilizada abordagem periareolar ou inframamária. |
| Hurst N, 199633 |
Comparar os resultados da lactação de mulheres com e sem mamas aumentadas. |
Mulheres (n=42) com idades entre 22 e 39 anos que tenham realizado a cirurgia de mamoplastia de aumento e que estejam amamentando. |
Encontrou-se incidência maior de insuficiência de lactação em mulheres com implante. A abordagem periareolar esteve significativamente associada à insuficiência de lactação. |
A presença do implante, bem como a abordagem periareolar foi mais associada à insuficiência de lactação. |