Introdução: a traqueostomia percutânea é hoje um dos principais procedimentos realizados em unidade de terapia intensiva (UTI). Não há, contudo, indicadores bem definidos de dificuldade técnica na realização do procedimento.
Objetivos: definir preditores de dificuldade para realização de traqueostomia percutânea.
Metodologia: estudo de coorte prospectivo no qual foram incluídos 21 pacientes submetidos a traqueostomia percutânea à beira leito, na UTI, em um único centro.
Resultados: distância EH menor que 7 cm está associada a aumento de 50% na chance de dificuldade técnica (OR 0,44 e p<0,03).
Conclusão: a redução da distância EH está relacionada com aumento do risco de dificuldade em realizar a traqueostomia percutânea à beira do leito, em UTI.
Palavras chave:
Traqueostomia; Manuseio das Vias Aéreas; Unidades de Terapia Intensiva
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*Gráfico gerado pelo programa Stata IC v16 for Mac após análise multivariada por regressão logística demostrando os valores de OR preditos pela variação da distância esterno-hióideo (cm) com os respectivos intervalos de confiança (IC = 95%) **Desfecho (eixo Y) - Probabilidade de dificuldade no procedimento / Preditor (eixo X) - Distância esterno-hióide (cm) medido em linha reta com o paciente em extensão cervical.
***Dificuldade foi definida como a presença de pelo menos um dos itens: tempo prolongado; mais de uma punção traqueal; dificuldade de dilatação; e dificuldade do procedimento referida pelo cirurgião.