A escassez de água no semiárido brasileiro prejudica a produção de porta-enxertos de frutíferas. Assim, o uso de novas tecnologias, como polímeros hidrorretentores, torna-se essencial para melhorar o manejo da água e o desempenho das culturas. Nesse contexto, objetivou-se avaliar diferentes usos de polímero hidrorretentor e frequências de irrigação na produção de portaenxertos de goiabeira. O experimento foi realizado em viveiro, em delineamento de blocos casualizados, em esquema fatorial 4 × 3, correspondendo a quatro doses do polímero hidrorretentor (0,0; 1,0; 2,5 e 5,0 g L-1) e três frequências de irrigação (F1 - irrigação diária, F2 - irrigação em dias alternados e F3 - irrigação a cada dois dias), com quatro repetições. Foram avaliados a altura de plantas (ALT), diâmetro do caule (DC), número de folhas, comprimento da raiz (CR), massa seca do porta-enxerto, relação ALT/DC, relação ALT/ MSPA, relação MSPA/MSR e índice de clorofila total (IC). A aplicação do polímero hidrorretentor independente da dose afetou negativamente o crescimento dos porta-enxertos em F1, porém o CR diminuiu com o aumento das doses de hidrogel em todas as frequências de irrigação. A aplicação do polímero hidrorretentor combinado com as frequências de irrigação reduzidas, destacou-se pelo maior acúmulo de massa seca total nos porta-enxertos. A dose do polímero hidrorretentor de 1,9 g L-1 aumentou o IC quando os porta-enxertos foram irrigados em dias alternados e a cada dois dias. A dose de 1 g L-1 do polímero hidrorretentor associado a frequência de irrigação em dias alternados, proporcionou os melhores desempenhos na produção de porta-enxertos de goiabeira.
Palavras-chave:
Psidium guajava L; Turno de rega; Hidrogel; Produção de mudas; Eficiência hídrica.
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail


