As zoonoses constituem um dos maiores entraves à pecuária brasileira, gerando perdas significativas em produtividade, qualidade dos produtos e acesso a mercados internacionais. Este artigo avalia os impactos econômicos da brucelose bovina, fasciolose, febre aftosa, parasitismos gastrointestinais, cisticercose e botulismo bovino, analisando as perdas diretas e indiretas na produção. Por meio da aplicação de métricas econômicas — Valor Presente Líquido (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR) e Benefício-Custo (BCR) —, foram avaliadas as principais estratégias de prevenção utilizadas no Brasil. As perdas devidas à brucelose bovina no Brasil foram estimadas em BRL 420 ou BRL 226 para cada fêmea infectada acima de 24 meses de idade em rebanhos de leite ou corte, respectivamente. O prejuízo total estimado foi de aproximadamente BRL 892 milhões. No Brasil, em 2005, o surto de febre aftosa ocorreu em uma região exportadora, e os custos totais de controle foram estimados em USD 550 milhões, ou cerca de BRL 3 bilhões em valor de moeda atual. Os resultados indicam que investimentos em vacinação, programas de controle parasitário, educação sanitária e monitoramento epidemiológico apresentam elevada viabilidade econômica e contribuem para a segurança alimentar e a saúde pública. Sob a ótica da abordagem One Health, tais estratégias não apenas promovem ganhos econômicos ao setor, como fortalecem a sustentabilidade ambiental e a proteção da saúde humana.
Palavras-chave
zoonoses; pecuária; One Health; prevenção; viabilidade econômica
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