| US1: Desafios diversos para conciliar maternidade e trabalho geram desgaste emocional, principalmente quando os filhos são menores ou neurodivergentes |
Todas as participantes, principalmente as mães de crianças menores ou neurodivergentes (que demandam mais cuidado e atenção) revelaram enfrentar vários desafios na tentativa de conciliar simultaneamente o exercício da docência com o da maternidade: assumir diversos compromissos e demandas ao mesmo tempo, cansaço mental diante das lutas vividas nas jornadas duplas ou triplas, pressão interna diante do produtivismo acadêmico versus cuidados diários com os filhos, choque de horários ou levar trabalho para casa. |
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Ana Nery
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Bárbara
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Celina
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Dulce
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Nise
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Nísia
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Raquel
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| US2: Sobrecarga das atividades de trabalho e maternidade, principalmente porque obrigações quanto aos filhos recaem sobre a mãe e não sobre o pai |
Todas as participantes revelaram que se sentem sobrecarregadas com as demandas docentes e maternas, pois, além das rotinas extenuantes frente às atividades a cumprir, os cuidados com os filhos são culturalmente atribuídos à mulher, o que leva à divisão sexual do trabalho, sendo desiguais suas atribuições de tarefas em comparação aos homens. |
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Ana Nery
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Bárbara
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Celina
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Dulce
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Nise
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Nísia
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Raquel
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| US3: Falta de reconhecimento, respeito e validação à docente mulher mãe no ambiente de trabalho |
A maioria das participantes sentia que, para a sociedade, a vida acadêmica não combina com a maternidade, salientando que algumas colegas optam por não ser mãe e que há limitações em políticas públicas que promovam equidade e garantam condições justas à docente mãe. Elas apontaram, assim, falta de reconhecimento, validação e respeito à docente que é mulher mãe. Inclusive, algumas delas mencionaram limitações institucionais para assumirem cargos de gestão. |
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Ana Nery
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Bárbara
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Nise
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Nísia
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Raquel
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| US4: Sentimentos de injustiça de gênero devido à presença de machismo estrutural e/ou institucional |
A maioria das participantes notava diferenças de tratamento ou de oportunidades no ambiente acadêmico entre docentes homens e mulheres, pois não tinha chance de competir em iguais condições, nem tinha acesso às mesmas oportunidades, salientando como a academia reproduz o machismo estrutural da sociedade, pois o ritmo do trabalho e a carreira do docente pai não se alteram; eles não são afetados pela divisão sexual do trabalho e continuam sendo majoritários em cargos de gestão nas universidades públicas. |
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Bárbara
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Dulce
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Nise
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Nísia
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Raquel
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| US5: Falta de rede de apoio institucional e/ou familiar |
A maioria das participantes revelou não dispor de rede de apoio institucional e/ou familiar, o que dificultava seus cotidianos de trabalho, pois precisavam lidar sozinhas com todas as demandas e atenderem às exigências impostas pelos papéis de docente e mãe, principalmente quando os filhos eram menores ou neurodivergentes. Destacaram, inclusive, a importância de a universidade fornecer um espaço para favorecer à docente mãe uma melhor dedicação ao trabalho. |
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Ana Nery
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Bárbara
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Celina
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Nise
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Nísia
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Raquel
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| US6: Conflitos internos para manejar o tempo de dedicação aos filhos e ao trabalho |
A maioria das participantes expôs a existência de conflitos internos diante da necessidade de manejo do tempo para conseguir realizar os cuidados com os filhos e as atividades laborais, a exemplo de: darem conta dos prazos acadêmicos, das atividades docentes e de produtividade científica, acompanharem o ritmo dos colegas e ficarem preocupadas com os filhos quando estão realizando atividades profissionais. |
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Bárbara
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Dulce
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Nise
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Nísia
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Raquel
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| US7: Estagnação na carreira por não acompanhar o ritmo de produtividade científica docente, o que leva a comparações, autocobranças e frustração |
Algumas participantes sentiam-se estagnadas em suas carreiras, após a maternidade, pois não apresentavam mais o mesmo ritmo de produtividade acadêmica de antes, como, por exemplo, coordenação de projetos e orientação de alunos. Também não conseguiam aproveitar oportunidades de produção científica (participação em eventos ou convites para escrever artigos), o que gerava autocobrança e frustração, quando se comparavam a outros colegas de trabalho. |
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Barbara
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Nise
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Nísia
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Raquel
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| US8: Desgaste emocional, sofrimento intenso e/ou adoecimento psíquico |
Todas as participantes, diante das diversas atribuições laborais e de cuidados com os filhos, expressaram sintomas de desgaste emocional, sofrimento intenso e/ou adoecimento psíquico oriundos da tentativa de conciliar maternidade e docência. Algumas delas revelaram sentir solidão e/ou culpa. Enquanto umas abdicavam do cuidado com a própria saúde por falta de tempo, outras poucas realizavam psicoterapia e/ou lançavam mão de psicotrópicos. |
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Ana Nery
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Bárbara
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Celina
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Dulce
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Nise
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Nísia
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Raquel
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| US9: Levar filhos para o ambiente de trabalho frente às limitações de rede de apoio |
Algumas participantes revelaram que, devido à falta de rede de apoio para dar suporte com os filhos, levavam-nos para o ambiente de trabalho como estratégia para conciliar a docência com a maternidade, inclusive algumas poucas disseram contar com o apoio de colegas e discentes, como forma de dar conta das atribuições da vida acadêmica. |
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Ana Nery
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Bárbara
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Nise
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Raquel
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| US10: Privilégio da profissão para cuidar dos filhos |
Algumas participantes reconheceram ser um privilégio a profissão docente em instituição pública, pois, diferentemente de outras profissões, há vantagens como a flexibilidade de horários de trabalho e período de férias, o que favorece a organização do tempo para dedicação aos filhos. Inclusive, algumas dessas se referiram à remuneração que permite bancar alguém para cuidar deles. |
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| US11: Rede de apoio com outras mulheres e/ou divisão de tarefas com o companheiro |
A maioria das participantes destacou a importância do apoio de outras mulheres que reconhecem as implicações de se ser mãe que trabalha, bem como a parceria na divisão de tarefas com o companheiro em casa como estratégias fundamentais para conciliar atribuições de docente e mãe. |
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Ana Nery
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Bárbara
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Dulce
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Nísia
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Raquel
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| US12: Gestão cronometrada e produtiva do tempo |
A maioria das participantes apontou que uma de suas estratégias de enfrentamento para dar conta das demandas e separar os papéis de docente e mãe é gerir os horários para que a todo o tempo sejam produtivas, de modo que planejam rigidamente o tempo de dedicação ao cuidado com os filhos e ao trabalho (mesmo que estejam fora do expediente e em casa). |
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Ana Nery
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Bárbara
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Dulce
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Nísia Raquel
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| US13: Prioridade à família e aos filhos |
A maioria das participantes referiu que priorizava momentos com a família e de cuidado com os filhos, em detrimento das demandas de trabalho docente. |
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Ana Nery
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Bárbara
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Dulce
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Nise
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Raquel
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