Objetivo Estimar a prevalência de acne ocupacional associada ao uso de máscaras N95, FFP2 ou FFP3 por profissionais de saúde durante a pandemia da covid-19.
Métodos Revisão sistemática de estudos de prevalência, orientada pelo manual de síntese de evidências do Instituto Joanna Briggs. As buscas foram realizadas, entre abril e junho de 2024, nas bases PubMed, Embase, Web of Science, SciELO e Scopus, publicados entre 2020 e os meses de condução da estratégia de busca. A partir dos resultados individuais dos estudos, foi calculada a prevalência combinada.
Resultados Foram selecionados 13 estudos, nos quais participaram 3.959 profissionais de saúde. Foram identificados 864 casos de acne ocupacional, resultando em prevalência combinada de 21,8%. Prevalências mais altas foram observadas em pessoas do sexo feminino e naquelas que faziam uso prolongado de máscaras. Os dados, obtidos principalmente por meio de questionários não validados e aplicados via digital, apresentaram heterogeneidade.
Conclusão A acne ocupacional induzida pelo uso de máscaras respiratórias constitui um risco laboral relevante, que afetou mais de um quinto dos profissionais de saúde que participaram dos estudos revisados. Considerando o contexto pandêmico, a prevalência pode ter sido subestimada devido às dificuldades para o registro dos casos.
Palavras-chave:
Acne; Respiradores N95; Dermatose Ocupacional; Profissionais de Saúde; Covid-19; Saúde do Trabalhador
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