O gambá-de-orelha-branca – Didelphis albiventris – possui ampla distribuição no Brasil e hospeda diversas espécies de parasitos. Este estudo teve como objetivo analisar a influência de fatores intrínsecos (sexo e idade dos hospedeiros) e extrínsecos (localidade e tipo de uso da terra) sobre as comunidades de helmintos do gambá-de-orelha-branca em áreas da Mata Atlântica. Foram utilizadas amostras de helmintos de 93 espécimes de D. albiventris provenientes de seis localidades diferentes: Belo Horizonte, MG; Curitiba e Guaíra, PR; Porto Alegre, RS; e Mamanguape e Santa Rita, PB. Foram identificadas quatorze espécies de helmintos, sendo elas: Aspidodera raillieti, Cruzia tentaculata, Turgida turgida, Viannaia hamata, Rhopalias coronatus, Rhopalias horridus, Duboisiella proloba, Travassostrongylus orloffi, Travassostrongylus sextus, Brachylaima advena, Plagiorchis didelphidis, Trichuris minuta, Trichuris didelphis e Oligacanthorhynchus microcephalus. Hospedeiros fêmeas e hospedeiros adultos apresentaram maior riqueza e abundância de espécies de helmintos. A riqueza e a abundância de espécies de helmintos em D. albiventris foram influenciadas por fatores intrínsecos (sexo e idade do hospedeiro) e extrínsecos (localidade e uso da terra), sendo a localidade o principal determinante. A estrutura das infracomunidades de helmintos variou espacialmente, apresentando maiores diferenças com o aumento da distância geográfica, evidenciando a complexidade das interações parasito-hospedeiro na natureza.
Palavras-chave:
Ecologia; metacommunidades; gambá; parasitismo
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