Os estudos sobre a fauna helmintológica do Brasil começaram no início do século 20 e, desde então, vários zoólogos de diversas partes do país têm se concentrado na parasitologia. Estudos recentes avançaram na compreensão da biodiversidade helmintológica na região amazônica, especialmente em peixes, essenciais para a economia amazônica. Este estudo teve como objetivo inventariar a fauna de platelmintos em Cuniculus paca (paca). Foram analisadas as vísceras de 30 pacas e identificados 60 espécimes de platelmintos, sendo 52 cestódeos e 8 trematódeos. Os cestódeos, pertencentes à família Davaneidae, foram identificados como Raillietina spp., com ocorrência de 26,67% (n = 8), abundância média de 1,83 e intensidade média de 6,5, encontrados no intestino delgado. Os trematódeos, encontrados no intestino grosso, foram identificados como Stichorchis spp., com ocorrência de 6,6% (n = 2), abundância média de 0,32 e intensidade média de quatro. Para o gênero Raillietina, foram fornecidas novas informações sobre a helmintofauna desse roedor cinegético na Amazônia Ocidental. A descoberta de um novo local de ocorrência do gênero Stichorchis destaca a lacuna no conhecimento sobre a diversidade parasitária de animais, consumidos no extremo oeste da Amazônia, enfatizando a necessidade de investigações científicas mais aprofundadas nessa área.
Palavras-chave:
Animais cinegéticos; Amazonia; Cestoda; Trematoda
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