Em São Paulo, foi criado, por um grupo de exilados portugueses, Portugal Democrático, editado entre 1956 e 1977. O jornal, como lugar de resistência à ditadura de Salazar e Caetano, constituiu-se como movimento político, enquanto projeto de convergência e materialização de uma “estratégia unitária” para agir contra o Estado Novo português. Analisaremos a centralidade dada por aquele periódico às iniciativas do catolicismo de vanguarda, interpretando as razões de tamanho espaço político atribuído às questões relativas aos católicos e à Igreja Católica naquele jornal de oposição ao poder instituído em Portugal antes da revolução de 25 de Abril de 1974. Por meio de uma análise qualitativa do conteúdo do Portugal Democrático ficará patente como aquela folha, dado o seu projeto político, se coloca para a História Contemporânea, de forma singular, como um dos mais destacados casos de construção de uma plataforma “unitária”.
Palavras-chave:
Igreja Católica; Católicos; Estado Novo; Portugal Democrático; Imprensa de resistência; Exílio político