O artigo analisa as críticas sobre a produção literária de Fernando do Ó, presente na revista Reformador (1920-1960). Baseamo-nos na noção de campo religioso, de Pierre Bourdieu, e nos “protocolos de leitura”, de Roger Chartier, para discutir as relações entre espiritismo e literatura, a partir dos comentários da obra do autor. Primeiramente, situamos a sua trajetória como escritor e liderança espírita da cidade de Santa Maria. A seguir, abordamos o investimento dos espíritas nos campos editorial e religioso brasileiro e mediúnico. Por fim, analisamos os comentários e as críticas sobre os livros de Fernando do Ó, como integrantes da gestão de autores e livros relacionados ao projeto editorial espírita da Federação Espírita Brasileira. Concluímos que o projeto editorial febiano mobilizou a estratégia de divulgação de autores e obras, no sentido de ampliação do público leitor e normatização das práticas mediúnicas.
Palavras-chave:
Espiritismo; Literatura; Crítica Literária