Objetivo Sintetizar evidências sobre os efeitos do treinamento de força progressivo na força muscular de homens idosos com câncer de próstata submetidos à terapia de privação androgênica.
Métodos Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados nas bases de dados PubMed, Scopus, Embase, LILACS e ClinicalTrials. Foram incluídos estudos com pessoas de 60 anos de idade ou mais, com câncer de próstata em terapia de privação androgênica, que compararam o treinamento de força progressivo a um grupo controle ativo. O risco de viés e a qualidade da evidência foram avaliados pelas ferramentas RoB 2.0 e GRADE, respectivamente.
Resultados Foram incluídos 10 ensaios clínicos randomizados, em um total de N=481 participantes. O treinamento de força progressivo promoveu ganhos significativos de força muscular, entre 7,0% e 23,0%. Protocolos supervisionados, com progressão de carga estruturada, alta adesão e duração mínima de 12 semanas, apresentaram os ganhos mais consistentes. Em contraste, intervenções domiciliares ou não supervisionadas demonstraram resultados inconsistentes ou não significativos. O teste de uma repetição máxima foi o método mais sensível para detectar alterações na força muscular dinâmica. Nenhuma intervenção resultou em eventos adversos graves.
Conclusão O treinamento de força progressivo é uma estratégia terapêutica segura e eficaz para aumentar a força muscular em pessoas idosas com câncer de próstata sob terapia de privação androgênica. Protocolos supervisionados e estruturados são superiores e devem ser integrados como componente padrão nos programas de reabilitação oncológica para essa população.
Palavras-chave
Câncer de Próstata; Antagonistas de Androgênios; Treinamento de Força; Força Muscular; Idoso.
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