No Brasil, o maracujá-de-cheiro (Passiflora foetida L.) é explorado como porta-enxerto para o plantio comercial de maracujá (Passiflora edulis Sims), além de cultivado para fins medicinais. Seu uso como porta-enxerto é justificado pela sua resistência à Fusarium solani and F. oxysporum f. sp. passiflorae. No entanto, é suscetível ao nematoide-reniforme (Rotylenchulus reniformis) e, possivelmente, ao nematoide-das-galhas (Meloidogyne incognita). Este fato merece atenção, uma vez que a resistência das plantas a doenças causadas por fungos do solo é,frequentemente, comprometida quando as raízes destas plantas são infectadas por fitonematoides. Além disso,em solos infestados, P. foetida pode sofrer danos diretos. O objetivo destetrabalho foi avaliar o efeito de M. incognita sobre P. foetida. Dois ensaios foram realizados em casa de vegetação.O primeiro ensaio compreendeu três tratamentos: T1: testemunha não inoculada;T2: 1.600 espécimes por planta; T3: 8.000 espécimes. Para o segundo ensaio: T2: 5.500 espécimes;T3: 22.500 espécimes. Ambos os ensaios foram avaliados 56 dias após a inoculação. Os resultados mostraram uma diferença entre as plantas inoculadas, quando comparadas com o controle, para as seguintes variáveis: massa das raízes, altura da rama,nematoides por grama de raízes e fator de reprodução. Concluiu-se que P. foetida é suscetível a M. incógnita, e os campos de cultivo infestados devem ser manejados antes do plantio de P.foetida.
Termos para indexação
Maracujá silvestre; fitonematoide; porta-enxerto; manejo de campo
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