A promoção de recortes espaciais competitivos ligados aos setores primários- exportadores, aqui chamados de neoextrativista, nas últimas cinco décadas tem promovido uma reestruturação do espaço nacional, gerando uma tendência à fragmentação da nação. Neste artigo, contribuímos com uma leitura crítica e atualizada do processo de fragmentação da nação, a partir da compreensão de como o Estado, a infraestrutura, as finanças e o neoextrativismo articulam-se no desenvolvimento capitalista em geral e no Brasil, revelando novas dinâmicas e estruturas de controle do território e de extração de riqueza. Os agentes ligados a estas dinâmicas e estruturas formam uma coalizão desintegradora neoextrativista que atua na manutenção e aprofundamento das atividades primário-exportadoras, reforçando as tendências de fragmentação da nação.
Palavras-chave:
Infraestrutura; Financeirização; Commodities; Desenvolvimento Nacional; Planejamento Regional; Neoextrativismo
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Fonte: Fundo Monetário Internacional (FMI) (2023), elaboração própria.
Fonte: Conabe Comexstat, elaboração própria.
Fonte: Relatório de Logística.
Fonte: Radar das PPP, elaboração Isadora Borges e Alexandre Yassu.