| Ana Paula Taroco; Hissachi Tsuji; Elza de Fátima Ribeiro Higa |
Currículo orientado por competência para a compreensão da integralidade |
2017 |
Revista Brasileira de Educação Médica |
SciELO |
Pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso, realizada numa IES do interior paulista, que teve como objetivo avaliar o currículo para a compreensão da integralidade. Participaram do estudo estudantes dos cursos de medicina e enfermagem, do primeiro ano. A técnica de coleta dos dados se deu por meio de entrevistas. Na interpretação dos resultados foi utilizada a técnica de análise de conteúdo, na modalidade temática23. |
Os resultados sugerem que a organização curricular dos cursos com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais favorece a formação de profissionais médicos condizente com o perfil almejado para o SUS. Em relação ao entendimento do conceito de integralidade, parte dos estudantes apresentou uma compreensão parcial de integralidade e necessidade de saúde; outra parte compreende integralidade como um dos princípios do SUS e um conceito importante a ser abordado na faculdade e na pesquisa. Os estudantes também referem a compreensão da totalidade da pessoa em seus aspectos biopsicossociais como integralidade. Os pesquisadores ressaltaram que as dificuldades encontradas pelos estudantes para definir e compreender integralidade em sua abrangência podem se dever ao fato de os participantes do estudo estarem nas séries iniciais dos cursos23. |
| Renata Newman Leite Cardoso dos Santos et al.
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Integralidade e interdisciplinaridade na formação do estudante de medicina |
2015 |
Revista Brasileira de Educação Médica |
SciELO |
O estudo teve abordagens qualitativa e quantitativa, tendo sido realizado inicialmente grupo focal com estudantes do último ano do curso de Medicina da Universidade Federal da Paraíba e posteriormente com todos os estudantes matriculados no último ano do curso. Eles responderam a um questionário elaborado pelos pesquisadores, com questões sobre o perfil sociodemográfico e estudantil; a integralidade e a interdisciplinaridade na formação médica. As questões avaliaram conceito, prática, aptidão profissional e contribuição da extensão universitária para a integralidade e interdisciplinaridade24. |
A integralidade e a interdisciplinaridade se mostraram limitadas na formação dos estudantes. Os resultados apontam, segundo os autores, a necessidade de priorizar a interação entre teoria e prática; investir na formação dos docentes de modo a capacitá-los para atuação/ensino da integralidade e interdisciplinaridade; organizar as atividades para que possam garantir encontros em componentes curriculares obrigatórios, realizando atividades conjuntas numa perspectiva interdisciplinar; diversificar mais os cenários de prática, para que contemplem a integralidade no cuidado e a atuação interdisciplinar, em todos os níveis de atenção à saúde24. |
| Lina Nunes Gomes; Lilian Koifman |
Integralidade pelos alunos do internato em clínica médica da UFF |
2012 |
Revista Brasileira de Educação Médica |
SciELO |
Revisão bibliográfica. Diário de campo, entrevista individual projetiva e grupo focal, tendo como corpo teórico o Interacionismo Simbólico26. |
Os estudantes tinham conhecimento sobre integralidade, porém a maioria não soube conceituar o termo de forma bem clara. Apesar disso, sabiam diferenciar situações onde as ideias estavam de acordo ou não com a integralidade. Os alunos avaliam que é necessária maior discussão sobre o tema, principalmente em um momento considerado crítico para eles (o Programa de Internato)26. |
| Elza de Fátima Ribeiro Higa et al. |
Estratégias para o avanço da integralidade na visão de professores e estudantes |
2012 |
Revista Brasileira de Educação Médica |
SciELO |
Estudo descritivo e exploratório com abordagem qualitativa. Os dados foram obtidos por grupo focal, com base na questão: o que vocês acham que deveria ser realizado para o desenvolvimento da integralidade do cuidado no atual cenário de aprendizagem? Os resultados foram tratados pela técnica de análise de conteúdo e modalidade temática25. |
Este estudo aponta que a formação em saúde, a compreensão do SUS e a valorização profissional são estratégias importantes para o avanço efetivo da integralidade. Os professores e estudantes sugerem a importância de um remodelamento da formação e da assistência em saúde que atue na compreensão do sistema de saúde vigente desde a formação, bem como a valorização dos profissionais, para o desenvolvimento da integralidade25. |
| Roberta Signorelli Ciuffo; Victoria Maria Brant Ribeiro |
Sistema Único de Saúde e a formação dos médicos: um diálogo possível? |
2008 |
Interface Comunicação Saúde Educação |
SciELO e Lilacs |
Pesquisa com abordagem qualitativa que analisa a viabilidade do diálogo entre os princípios do SUS e a formação médica, tomando o princípio da integralidade como eixo norteador dessa formação. Os sujeitos do estudo foram os docentes e discentes do curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), uma delas tendo recebido auxílio do Promed. Os dados foram coletados por meio da técnica do grupo focal. Após a transcrição das falas, a análise se deu com base na construção de três categorias teóricas e conceitos balizadores: competência, inovação, integralidade27. |
Os resultados apontam que parte dos docentes e alunos reconhece o papel relevante da instituição formadora com a implantação das mudanças e inovações necessárias à formação médica com o compromisso social exigido para atuar no SUS; outra parte mostrou resistência em lidar com os novos desafios apresentados. Em relação aos métodos de ensino-aprendizagem, há duas posições dos docentes: incorporação de novos métodos pedagógicos que contemplem a mudança de paradigma em relação ao processo saúde-doença, ou dificuldade na inovação pedagógica devido à falta de clareza de como fazê-la. Estes aspectos são sentidos pelos estudantes, que expressam algum descontentamento com a formação. Contudo, a prática de ensino em serviço e os projetos desenvolvidos na comunidade, onde o princípio da integralidade é vivenciado pelos discentes, oferece indícios de ruptura com os paradigmas tradicionais da formação médica e do processo saúde-doença, sugerindo que o diálogo da formação com o SUS é possível e profícuo27. |