Introdução: Este ensaio tem como objetivos rever e analisar as mudanças ocorridas na educação médica com o olhar sobre a humanização no modelo assistencial e promover uma reflexão crítica sobre a formação de profissionais médicos no país. As discussões apontadas são derivadas de uma análise crítica reflexiva de publicações disponíveis na literatura sobre a temática.
Desenvolvimento: Recentes discussões para uma proposta da reformulação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Medicina suscitam análises sobre o período histórico da formação médica. Apontamos como marcos importantes de mudanças as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Medicina em 2001 e 2014, a abordagem multidisciplinar e interdisciplinar como modelo pedagógico pautado na integralidade para a assistência como princípios organizativos do Sistema Único de Saúde e o marco político com a implementação do Programa Mais Médicos desde 2013.
Conclusão: Apesar das iniciativas implementadas no currículo, o egresso do curso de graduação em Medicina ainda prioriza um fazer médico baseado na racionalidade biomédica. Contudo, nota-se a evolução das competências e habilidades do componente de prática profissional na interdisciplinaridade do cuidado ainda focado em uma ciência médica e com o impacto do avanço da utilização da medicina digital no século XXI. Para termos mudanças significativas no processo formativo, é necessária uma práxis educacional que priorize o acolhimento e a humanização do cuidado em saúde das diversas formas de vida e das individualidades.
Palavras-chave:
Formação Médica; Política de Educação Superior; Saúde