A diversidade de exoplanetas desafia o ensino de física e astronomia, pois exige transformar parâmetros observacionais e inferências físicas em representações visuais compreensíveis. Este trabalho tem como objetivo desenvolver, descrever e avaliar qualitativamente um framework parametrizado no Blender 5.0 para visualizar espalhamento em atmosferas planetárias e exoplanetárias. O método usa o Cycles, o modelo Nishita Sky Texture, volumes atmosféricos e nós procedurais. Os parâmetros controlam o tipo espectral da estrela, coeficientes RGB de espalhamento, densidade, altura de escala, aerossóis e fator de assimetria de Mie. Foram comparados cenários com estrelas dos tipos M, G e B, atmosferas de diferentes espessuras ópticas e composições inspiradas em Marte, Terra e Vênus. Os resultados mostram que o espectro estelar altera a iluminação global e a cor aparente do céu. Também mostram que a densidade e a altura de escala modificam o limbo, o terminador e a opacidade atmosférica. As simulações de pôr do Sol reproduzem qualitativamente as diferenças esperadas entre atmosferas dominadas por poeira, espalhamento molecular ou nuvens densas. Concluímos que o framework funciona como laboratório virtual acessível para explorar, qualitativamente, relações entre parâmetros físicos e fenômenos ópticos.
Palavras-chave:
Exoplanetas; atmosferas planetárias; espalhamento atmosférico; ensino de óptica; laboratório virtual; Blender
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