A ideia principal aqui é expor a importância da espectroscopia Raman para pesquisas em astrobiologia. Dito isso, o objetivo principal aqui será exibir e destacar como essa técnica passou a ser utilizada em missões espaciais por ser capaz de obter resultados de maneira não destrutiva. Do ponto de vista do ensino, a espectroscopia pode ser vista como um exemplo que abre caminho para ilustrar a interdisciplinaridade existente entre os conceitos de Física, Química, Matemática e Engenharia. Afinal, é por meio das relações que existem entre esses diferentes campos de conhecimento que instrumentos científicos baseados no efeito Raman são desenvolvidos para atividades de pesquisas. A metodologia utilizada para a elaboração desta revisão é constituída da concatenação de informações provenientes de fontes secundárias. Os resultados e as discussões abordam um breve contexto histórico da astrobiologia, bem como as primeiras aplicações da espectroscopia Raman; o protocolo e as vantagens do uso dessa técnica em missões espaciais para Marte voltadas às pesquisas em astrobiologia; a importância dos biomarcadores; e o processo de identificação por meio da espectroscopia Raman. Por fim, apresenta-se um panorama contextualizado das expectativas e do uso do equipamento de espectroscopia Raman desenvolvido para missões de exploração espacial em Marte. Como parte das considerações finais, são discutidos alguns argumentos favoráveis e desfavoráveis ao empenho e ao investimento de recursos em missões espaciais, bem como à aplicação da espectroscopia Raman na busca por vida em Marte.
Palavras-chaves:
Marte; Técnica analítica; Microbiologia; Extremófilos; Exploração espacial