As matrículas de estudantes público da educação especial e da educação bilíngue de surdos vêm, a cada ano, aumentando de forma exponencial na educação superior brasileira. Inseridos nesse contexto, objetivamos compreender como se tem dado a permanência de estudantes surdos e com deficiência auditiva na graduação e pós-graduação de três universidades federais paulistas, com foco na relação com os professores, tradutores e intérpretes de Libras e os colegas de turma ouvintes. O percurso metodológico foi a pesquisa descritiva, de natureza qualitativa e com aplicação de um questionário, devidamente validado, a 11 participantes surdos e oito com deficiência auditiva. Os resultados indicam um processo ainda complexo de permanência, pois, apesar da aceitação, há falta de interesse no aprendizado da Libras e pouquíssimas ações que visem ao respeito à singularidade linguística. Verificou-se que os mais bem adaptados são aqueles com deficiência auditiva em comparação aos estudantes surdos.
Palavras-chave:
Surdos; Deficiência Auditiva; IES; Graduação; Pós-Graduação