A relação entre Antropologia e Walter Benjamin se apresenta como um lugar profícuo de discussões sobre o conhecimento que envolve o autor e esse campo do saber. Essa relação já gerou fundamentos teóricos para se pensar e desenvolver a pesquisa antropológica. Neste texto, procuro perscrutar o aspecto mais epistemológico desse entrecruzamento. Aspecto que, se não pode ser tomado como totalmente inédito, aqui deve ser visto, à maneira de Benjamin, como um modo prismático de estudo. É na decomposição de alguns temas, como tempo, percepção, sistematização, limiar, compreensão e interpretação, que busco recompor as luzes, os sentidos, nessa interseção. O estudo dessas temáticas demonstra não apenas as interpenetrações possíveis de saberes, mas, nessa exibição, procura, fundamentalmente, expor uma arquitetura do conhecimento que os atravessa. Mas, essa demonstração não se constrói em perfeita simetria. Para fazer jus a seu conteúdo, ela salta, monta-se, em uma exposição menos linear e, por isso, espera-se, mais perceptível.
Palavras-chave:
Walter Benjamin; Antropologia; teoria do conhecimento; método; interpretação