Introdução A membrana amniótica humana (MA) possui propriedades imunomoduladoras e regenerativas que a tornam valiosa no tratamento de queimaduras e lesões cutâneas complexas. No Brasil, a Portaria n° 8.244, de setembro de 2025, regulamentou seu processamento e uso clínico por bancos de multitecidos.
Objetivo Apresentar os resultados operacionais iniciais da implementação deste novo recurso terapêutico em um banco de tecidos credenciado.
Materiais e Métodos Trata-se de um estudo descritivo, do tipo nota prévia, que avaliou o período de 07 de outubro a 26 de novembro de 2025, ao longo de 50 dias. Os dados operacionais (captação, processamento, distribuição) e clínicos (primeiros transplantes) foram analisados. O processamento envolveu triagem rigorosa de doadoras, tratamento antibiótico, manipulação em sala limpa com fluxo laminar com qualificação 5 da Organização Internacional de Normalização (ISO) e controle de qualidade microbiológico e sorológico. O tecido foi liberado após resultados negativos consistentes.
Resultados O Banco de Tecidos Dr. Roberto Corrêa Chem (BTDRCC) captou 13 MA e alcançou 100% de conformidade microbiológica e sorológica. O volume total liberado foi de 4.157 cm2 (60% distribuídos), com um intervalo médio de 12,5 dias entre captação e liberação. O primeiro transplante legalizado de MA no Brasil foi realizado no período avaliado.
Conclusão Os resultados preliminares validam a viabilidade operacional e a segurança do protocolo estabelecido pelo BTDRCC, garantindo 100% de conformidade microbiológica e liberação rápida de tecido. Estes dados estabelecem a base para futuras investigações sobre os desfechos clínicos e a análise de custos do uso da MA no cenário brasileiro.
Palavras-chave
membrana amniótica; transplantes; bancos de tecidos; queimaduras; enxerto
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