Introdução As próteses mamárias de silicone, idealizadas na década de 1960, passaram por diversas modificações para minimizar a resposta inflamatória e a contratura capsular. Pesquisas em biomateriais possibilitam melhor compreensão da interação entre o implante e o tecido, especificada porinovação, reparo, regeneração e contratura capsular.
Objetivo Avaliar a resposta biológica de diferentes implantes: liso, texturizado e revestido de poliuretano, identificar complicações associadas e comparar a formação capsular pós-operatória em animais submetidos aos implantes.
Materiais e Métodos Foram utilizados 10 ratos Wistar, fêmeas, com aproximadamente 3 meses e peso entre 200 e 250 gramas, divididos em 2 grupos. Cada rato recebeu três implantes, um de cada tipo. Foram realizadas análise histopatológica, por um patologista cego àorigem das amostras. Não houve diferença estatística relevante (p > 0,05) na inflamação aguda entre os implantes. Para inflamação crônica, os implantes texturizados e poliuretano diferiram significativamente (p < 0,05) dos lisos. A ocorrência de corpo estranho foi maior em implantes de poliuretano em comparação com lisos e texturizados (p< 0,05). Não houve diferença estatística para tecido de granulação e fibrose (p > 0,05).
Conclusão Em comparação com os implantes lisos e texturizados, os implantes revestidos por poliuretano causaram maior ocorrência de corpo estranho, maior inflamação crônica, com maior presença de tecido de granulação.
Palavras-chave
contratura capsular em implantes; ensaio clínico; implante mamário; inflamação; materiais biocompatíveis
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