Resumo
Resumo O objetivo do presente estudo é caracterizar a Estratégia de Prova (EP) auto-selecionada por atletas master em uma simulação de prova de contrarrelógio de ciclismo de 20 km (CR20km), para avaliar funcionalidade muscular e ácidos nucleicos circulantes fora de células. Oito ciclistas (idade: 42,00 ± 5,35 anos) participaram deste estudo. Foram coletadas a Frequência Cardíaca (FC), o sangue venoso, as medidas antropométricas e os marcadores de funcionalidade muscular (salto vertical, dor muscular, circunferência da coxa e amplitude de movimento) em repouso. Na sessão de CR20km, cada ciclista completou um aquecimento individual com uma EP auto-selecionada durante 10 minutos. Após isso, a CR20km foi realizada no menor tempo possível usando a EP escolhida pelo participante. Durante todo o teste, foram medidas a FC, a Percepção Subjetiva de Esforço (PSE), o tempo, a velocidade, a cadência e a potência. O sangue venoso foi novamente coletado imediatamente e 30 minutos após a CR20km para a análise de ácidos nucleicos circulantes fora de células (cfDNA). Os marcadores de Função Muscular (FM) foram reavaliados 30 minutos após o exercício. Os resultados da curva de potência-duração indicaram que os ciclistas auto-selecionaram uma EP parabólica (formato de U) favorecendo altas cadências (> 90 rpm). Ademais, a PSE e a FC aumentaram linearmente, enquanto o cfDNA, o salto vertical e circunferência da coxa não apresentaram diferenças significativas 30 minutos após a CR20km (p > 0,05). É possível concluir que adotar uma EP parabólica com cadências elevadas pode ser uma ótima estratégia para melhorar o desempenho em provas de CR20km, uma vez que não prejudicou a função muscular.
Palavras-chave:
Ácidos nucleicos circulantes fora de células; Ciclismo; Desempenho funcional; Performance atlética
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