Objetivo: Analisar o comportamento da distribuição de dividendos das empresas brasileiras de capital aberto de acordo com os efeitos dos ciclos econômicos, comparando as fases de recuperação, expansão, recessão e contração (Schumpeter, 1935) com as fases de expansão e recessão conforme o National Bureau of Economic Research (NBER).
Originalidade/valor: O método de classificação das fases dos ciclos econômicos de acordo com Schumpeter (1935) apresenta maiores detalhes em relação ao método NBER. As quatro fases apresentam características diferentes e não são observadas quando usadas apenas as duas fases do modelo do NBER.
Design/metodologia/abordagem: Para atingir o objetivo da pesquisa, foram coletadas informações de 243 empresas de capital aberto listadas na Bolsa de Valores Brasileira entre os anos 1997 e 2021. Os dados foram obtidos na base de dados da Refinitiv, e utilizaram-se os modelos de regressão de dados em painel com efeitos aleatórios para analisar duas hipóteses definidas neste estudo. As hipóteses afirmam que o comportamento da relação entre o pagamento de dividendos e as fases dos ciclos econômicos de baixa (alta) do NBER é diferente em relação às fases de recessão e contração (recuperação e expansão) conforme Schumpeter.
Resultados: Os resultados indicaram não rejeição das hipóteses, reforçando a importância da análise das quatro fases dos ciclos econômicos e de forma complementar por investidores, analistas, gestores e demais usuários ao analisar o pagamento de dividendos por companhias abertas nos diferentes níveis de atividade econômica do país.
PALAVRAS-CHAVE:
dividendos; payout; crises econômicas; ciclos econômicos; variação do PIB
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