Objetivo: O presente artigo tem o propósito de investigar qual é a relação entre intangíveis, ambiente macroeconômico e valor de mercado das empresas abertas alemãs, inglesas e portuguesas no período de 1999 a 2016. Apesar de o IAS 38 atribuir valor aos ativos intangíveis, há uma grande lacuna entre a contabilização e a necessidade do mercado. Essa lacuna é dada pelo conservadorismo contábil na contabilização dos ativos intangíveis e por sua difícil mensuração. A verificação do impacto dos intangíveis no valor de mercado da empresa é feita por meio da metodologia proposta por Gu e Lev (2011), utilizando proxies como CDS, Libor e Euribor e testes de sensibilidade. Espera-se que o IDE reflita o capital intangível e crie valor ao acionista. Este estudo busca interpretar a contribuição dos intangíveis e a previsão de seu impacto no mercado.
Originalidade/valor: O tema de avaliação dos ativos intangíveis tem sido abordado de diversas formas. Sua relevância está na necessidade de estabelecer métodos para sua mensuração.
Design/metodologia/abordagem: A abordagem metodológica é uma pesquisa quantitativa com dados em painel com a utilização do Stata-15. A base de dados é o Capital IQ com empresas de capital aberto, listadas na Alemanha, na Inglaterra e em Portugal de 1999 a 2016, com frequência anual.
Resultados: Os resultados sugerem que o comprehension value tem uma relação positiva e significante com o valor de mercado das empresas, e que o intangible capital e o intangibles-driven-earnings são positivamente relacionados com os gastos de pesquisa e desenvolvimento e gastos de vendas, gerais e administrativos.
PALAVRAS-CHAVE
Ativos intangíveis; Alemanha; Inglaterra; Portugal; Teste de sensibilidade
Fonte: Elaborada pelos autores.
Fonte: Elaborada pelos autores.