Com base em diferentes cenários etnográficos e políticos vinculados ao conflito colombiano, especificamente ao deslocamento forçado e ao exílio por ele provocados, o texto se propõe a analisar as classificações e distinções das experiências de sofrimento num cenário de terror. Argumenta que as demandas formuladas pelas vítimas para a distinção das experiências de sofrimento se inscrevem em terrenos fronteiriços ou superpostos, mas não completamente coincidentes com os dos programas estatais que classificam e administram os deslocamentos. Para tanto, o artigo propõe observar as relações entre pessoas desterradas e as manifestações cotidianas do estado, nas suas qualidades mágicas e fantasmagóricas, para analisar como elas atingem a possibilidade de reconstrução de um senso de lar no exílio.
Palavras-chave
Exílio; Terror; Lar