Este artigo problematiza o conceito de ansiedade tal como ele é tradicionalmente concebido na psicologia do esporte, destacando seu caráter técnico, como pensado por Heidegger. Examinamos como as ciências tendem a estabilizar esse conceito, definindo-o como um conjunto de proposições destinadas à observação, mensuração, previsibilidade e controle do comportamento do atleta, tendo essa abordagem como a única forma legítima de acesso ao real no campo científico. Em contraste, propomos uma perspectiva fundamentada na fenomenologia para abordar a ansiedade competitiva, na qual descrevemos formas de manifestação desse fenômeno e elaboramos considerações fenomenológicas sobre a ansiedade como tonalidade afetiva, compreendendo-a como uma dimensão constitutiva da prática esportiva, que não apenas acompanha, mas possibilita e abre o campo da competição ao atleta.
Palavras-chave:
psicologia do esporte; fenomenologia existencial; desempenho; atletas.