A Agenda 2030 das Nações Unidas destaca a necessidade de promover ações que mitiguem o efeito das mudanças climáticas e auxiliem a população a se adaptar ao impacto de eventos climáticos extremos (ECE). Em países emergentes como o Brasil, os estudos psicológicos sobre ações climáticas ainda são escassos. O objetivo deste artigo é propor uma agenda de pesquisa que auxilie pesquisadores, profissionais e tomadores de decisão a identificar variáveis que podem ser relevantes no estudo da relação entre mudanças climáticas e comportamento. Partindo da necessidade de identificar perfis comportamentais suscetíveis a intervenções ou ao impacto de ECE, conceitos de diferentes campos da psicologia são apresentados como moderadores psicológicos em potencial da relação entre mudança climática e comportamento. Ao fim do artigo, a hipótese de suscetibilidade diferencial é apresentada como uma proposta de método para a identificação de moderadores relevantes para o estudo brasileiro das ações climáticas.
Palavras-chave:
ciências do comportamento; psicologia ambiental; métodos empíricos
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Nota. Modelo de análise de interação que pode ser utilizado no teste da hipótese da suscetibilidade diferencial.Fonte: Elaborado pelos autores, baseado em