| Instrumentos/Técnicas |
- Entrevistas, Visitas Domiciliares; |
| - Subsídios por escrito (laudos) ou verbalmente (audiências); |
| Procedimentos |
- Vínculo de confiança e empatia que favoreça um contato franco; |
| - Intervenção profilática e preventiva voltada para a construção de laços emocionais de pais e filhos |
| - Estudo Social e Estudo Psicológico; |
| - Papel educativo, de aconselhamento e preventivo de Assistentes Sociais; |
| - Trabalhar o ato de filiar e gestar simbolicamente uma criança |
| Foco da avaliação |
- Motivação subjacente ao interesse pela parentalidade; Significado de adoção; |
| - Lugar a ser ocupado pela criança; Elaboração de algum luto (perda/infertilidade); |
| - Expectativas, medos, fantasias e idealizações; |
| - História pessoal e familiar; Relacionamento e Aceitação da família em relação à adoção; |
| - Adoção fundamentada em bases sólidas ou temporárias, com foco na disponibilidade para filiação; Preparo/Amadurecimento do projeto; |
| - Discurso voltado ao bem-estar da criança e afetividade voluntária; |
| - Preferência pelo país (adoção internacional) |
| Desafios |
- Para adotantes: (re)construção de um espaço mental para um filho; provar que serão bons pais; |
| - Para Profissionais: análise extremamente subjetiva; sensibilizar à flexibilização do perfil da criança; subordinação à autoridade judiciária; desmitificar preconceitos sobre adoção, sobretudo de crianças maiores; |
| - Crítica/incômodo à avaliação para ser pai/mãe; |
| - Concretização da Nova Lei da Adoção, sobretudo quanto à qualidade e agilidade do processo, bem como para minimizar os casos de adoção informal; |
| Recomendações aos profissionais |
- Atuação multiprofissional antes (destituição do poder familiar), durante (avaliação) e após a sentença proferida (período de adaptação); |
| - Encaminhamento de pretendentes para acompanhamento Psicológico e/ou Grupos de Apoio à Adoção tanto para distinguir as reais motivações, quanto para aguardarem na fila de espera ou no período de adaptação. |
| - Formação, capacitação e atualização; |
| - Oferecer um espaço de reflexão; Atenção às mensagens veiculadas na cultura coletiva; |
| O que se espera da prática profissional |
- Escuta sensível e sensata; Compromisso ético; |
| - Imparcialidade quanto à orientação sexual dos pretendentes, assegurando-se em uma ordem legal e não moral; |
| Críticas às atuações ou limitações da prática |
- Não devem se colocar como detentores do saber ditando parâmetros de bons/maus pais e mães; |
| - Atribuição de modelos ideais de família e de papéis de gênero não como construção social |
| - Adoção como “menos pior” e não legítima; |
| - Não abrange o restante da família. |
| Possíveis repercussões das intervenções ou falta delas |
Positivas
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| - Flexibilização do perfil da criança; Divisão de tarefas mais igualitárias, democráticas e flexíveis entre membros; Difusão de uma nova cultura de adoção; |
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Negativas
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| - Abandonos, frutos de frustrações e desidealizações; |
| - Estereotipização de pretendentes homossexuais que pode influenciar as decisões de juízes; Não inscrição simbólica da criança na família nuclear ou extensa. |