Este ensaio teórico analisa os impactos da pandemia de COVID-19 e do fechamento das escolas no desenvolvimento emocional de adolescentes no Brasil. A partir do referencial psicanalítico de D. W. Winnicott e da Psicologia Social Crítica, discute-se como as instabilidades ambientais e a perda do ambiente educacional afetaram os processos de amadurecimento emocional. O estudo enfatiza a escola como um espaço de sustentação afetiva e social, fundamental para o bem-estar psíquico e para a reconstrução dos laços comunitários rompidos durante o isolamento. Destaca-se a necessidade de repensar o papel das instituições educacionais como territórios de proteção, desenvolvimento integral e cuidado emocional, articulados às políticas públicas intersetoriais. O texto propõe uma leitura conceitual e propositiva sobre a função emocional das escolas, contribuindo para o debate contemporâneo sobre saúde mental e direitos de crianças e adolescentes no contexto pós-pandêmico.
Palavras-chave:
Desenvolvimento emocional; Adolescência; COVID-19; Escola; Psicanálise e educação.